web analytics
Tempo de leitura: 2 min.

Estamos prestes a decifrar os segredos da nuvem negra gigante de Vênus

Tempo de leitura: 2 min.

Os cientistas descobriram a Nuvem Negra Gigante recentemente, embora a estrutura já exista há pelo menos 30 anos.

Estamos prestes a decifrar os segredos da nuvem negra gigante de Vênus
Imagem infravermelha feita pela sonda japonesa Akatsuki mostra divisão de hemisférios, causada pela “grande nuvem negra” de Vênus. Imagem: JAXA/Divulgação

Cientistas planetários descobriram a natureza da estrutura de vida longa nas nuvens de Vênus, chamada de Nuvem Negra Gigante. Descobriu-se que a frente atmosférica associada à onda Kelvin, que também é observada na atmosfera da Terra, é responsável pela mudança nas propriedades e na estrutura das nuvens.

Pela primeira vez, a Nuvem Negra Gigante, que é uma grande área próxima ao equador do planeta, onde a transparência das nuvens de Vênus muda dramaticamente, foi notada no infravermelho próximo usando as câmeras da estação interplanetária japonesa Akatsuki, que está operando em órbita quase venusiana desde 2015. Posteriormente, descobriu-se que essa estrutura tem um período de circulação de 4,9 dias e já existe há pelo menos trinta anos.

Um grupo de cientistas planetários liderado por Kevin McGouldrick do Laboratório de Física Atmosférica e Espacial da Universidade do Colorado em Boulder decidiu compreender a natureza dessa estrutura na atmosfera de Vênus.

Os cientistas focaram suas análises nos dados de observações do planeta obtidos pelo instrumento VIRTIS, que estava a bordo da estação orbital Venus Express, bem como nos dados da espaçonave Akatsuki.

Os pesquisadores descobriram que as mudanças na estrutura e nas propriedades das nuvens na nuvem gigante negra referem-se a alturas abaixo de 50 quilômetros e 50-57 quilômetros, o que corresponde às camadas de nuvens baixas e médias.

Os cientistas concluíram que estavam lidando com uma frente atmosférica associada a uma onda Kelvin não linear supercrítica. Na Terra, a fonte das ondas Kelvin equatoriais é a intensificação dos processos de convecção sobre o Oceano Pacífico.

No caso de Vênus, um máximo local da densidade da mistura de ar aparece na ponta da frente móvel da onda Kelvin, que dispara correntes descendentes estreitas. Elas atingem rapidamente altitudes mais baixas, onde o aumento da densidade do ar os impede e resulta em correntes ascendentes mais amplas e fracas.

Os cientistas dizem que continuarão a estudar esta estrutura curiosa na atmosfera de Vênus, observando tanto telescópios terrestres como o IRTF e orbitadores como a Akatsuki e os futuros EnVision e VERITAS

(Fonte)

Colaboração: Marcelino


Contudo, o que intriga ainda mais sobre Vênus é a possibilidade de haver vida microbiana nas nuvens, o que já foi reportado aqui no OH.

– n3m3

P.S.: Por que o OVNI Hoje publicou este artigo? Clique aqui para saber.


PARTICIPE DOS COMENTÁRIOS MAIS ABAIXO…


*Agora você também pode apoiar o OVNI Hoje através de uma transferência PIX, clicando aqui, ou utilizando o QR Code abaixo:



ÁREA DE COMENTÁRIOS

Atenção:

  • Os comentários são de responsabilidade única e exclusiva de cada pessoa que comenta. O OVNI Hoje não se responsabiliza por transtornos, rixas ou quaisquer outras indisposições causadas pelos comentários.
  • Comente educadamente e com ética, sempre tratando seu colega de comentários como você mesmo/a queira ser tratado/a.
  • Qualquer comentário com “pregação” política ou religiosa, obsceno ou inapropriado será prontamente apagado pelos moderadores. Pessoas que insistirem em burlar as regras serão banidas dos comentários.
EnglishFrançaisDeutschItaliano日本語PortuguêsEspañol