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China diz saber o que é substância gelatinosa estranha que encontrou na Lua

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Em setembro do ano passado a China revelou ter encontrado uma substância gelatinosa estranha no solo do lado oculto da Lua. Agora parece que eles têm a resposta sobre o que era.

China diz saber o que é substância gelatinosa estranha que encontrou na Lua

O material “semelhante a gel” que a China anunciou dramaticamente que havia descoberto no lado mais distante da Lua no ano passado era, bem, pedaços derretidos de rocha lunar.

Essa é a percepção um tanto desanimadora que uma equipe de cientistas chineses fez depois de estudar a substância, descoberta pelo veículo espacial Yutu 2 da China em julho passado.

Em 3 de janeiro de 2019, a sonda lunar Chang’e 4 da China fez história ao se tornar a primeira nave espacial a pousar no lado mais distante da Lua, o lado misterioso e menos estudado, voltado para longe da Terra. A reboque estava o veículo espacial Yutu 2, projetado para percorrer a paisagem rochosa ao longo de vários meses gelados.

Então, em setembro, a China afirmou que o veículo espacial tropeçara em uma substância ‘gelatinosa’ incomumente colorida no fundo de uma cratera de impacto, intrigando cientistas. O material estranho foi descrito como uma ‘substância misteriosa colorida’ no diário do veículo espacial, conforme traduzido pelo Google.

E de acordo com um novo artigo publicado na revista Earth and Planetary Science Letters, uma equipe de cientistas chineses conseguiu confirmar suas suspeitas: o material, medindo 50 por 15 centímetros, é provavelmente o resultado do derretimento do material devido a impactos de meteoros ou erupções vulcânicas ou “brecha por fusão com impacto”.

Conforme detalhado no artigo, a substância esverdeada vítrea é semelhante a duas amostras específicas que foram trazidas à Terra pelas missões Apolo 15 e 17 da NASA.

Seu palpite é baseado nos dados obtidos pelas câmeras panorâmicas e de prevenção de riscos do Yutu 2, bem como no instrumento Espectrômetro Visível e Infravermelho Próximo (de sigla em inglês, VNIS) do veículo espacial. Graças à má iluminação, esse palpite ainda não está definido.

O pesquisador do programa de pós-doutorado da NASA no Centro de Voo Espacial Goddard, Dan Moriarty, disse ao Space.com:

Não temos amostras dessa região que ajudem a informar os parâmetros do modelo. Por esse motivo, os resultados precisos da composição do regolito apresentados neste artigo podem não ser completamente precisos.

(Fonte)


Como sempre, ficamos à mercê do que “eles” acham.

n3m3

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