Geneticistas propõem combinar DNA humano com o de tardígrados para gerar astronautas resistentes às intempéries do espaço

Tempo de leitura: 2 min.

Combinar o DNA tardígrado com o humano poderia um dia melhorar nossa capacidade de sobreviver por longos períodos no espaço.

Combinar o DNA tardígrado com o humano poderia um dia melhorar nossa capacidade de sobreviver por longos períodos no espaço.
Ficaríamos assim?

Os seres humanos não são construídos para o espaço – isso é óbvio. Não apenas estamos lamentavelmente mal equipados para sobreviver no vácuo, mas também somos altamente suscetíveis aos efeitos mortais da exposição à radiação – um problema que ainda existe mesmo quando protegidos com segurança dentro de uma espaçonave.

Mas e se houvesse uma maneira de nos modificar para nos tornar mais adequados para a vida na fronteira final?

O geneticista Chris Mason faz parte de um corpo crescente de cientistas que vem investigando os efeitos dos voos espaciais no corpo humano e como podemos superar esses desafios no futuro.

Ele liderou uma das equipes envolvidas no experimento de astronautas gêmeos da NASA envolvendo Mark e Scott Kelly; um deles foi até a estação espacial por um ano, enquanto o outro ficou em terra firme.

Ao estudar a dupla, foi possível ver como as viagens espaciais a longo prazo podem impactar o corpo humano.

Embora medicamentos, roupas de proteção e outras coisas semelhantes possam certamente ajudar a mitigar esses efeitos, Mason e seus colegas também têm procurado soluções mais ‘disponíveis’. Uma ideia que o cientistas apostam seria a de mesclar nosso DNA com o dos tardígrados – um tipo de criatura microscópica que tem propensão a sobreviver nas condições mais adversas, mesmo no vácuo do espaço.

O tardigrado aguenta condições de ambiente incrivelmente extremas.

Eles também são particularmente bons em resistir aos efeitos nocivos da exposição à radiação.

Embora seja uma área de estudo promissora, é improvável que isso aconteça na prática em breve.

Mason disse:

Não tenho planos de ter astronautas projetados nas próximas um ou duas décadas.

Se tivermos mais 20 anos de pura descoberta, mapeamento e validação funcional do que achamos que sabemos, talvez daqui 20 anos, espero que possamos estar no estágio em que poderíamos dizer que podemos fazer um humano que poderia melhor sobreviver em Marte.

(Fonte)

Colaboração: seukikonetwork


Lembrando a todos, recentemente uma sonda israelense se acidentou na Lua, espalhando tardígrados por lá. Talvez eles ainda estejam vivos.

Alguém aqui gostaria de apostar como isso não vai dar certo?

n3m3

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