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É detectada uma estranha emissão de rádio entre dois aglomerados de galáxias que vão colidir

Tempo de leitura: 3 minutos


Uma equipe de astrônomos europeus capturou emissões de rádio incomuns entre dois aglomerados de galáxias que irão colidir. É a maior conexão cósmica deste tipo já observada e seu principal interesse é que não há explicação aparente de como tal coisa possa existir.

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Em 2013 e 2016, o satélite Planck revelou os primeiros sinais de um fluxo de partículas que corre ao longo de 10 milhões de anos-luz de distância e conecta aglomerados das galáxias Abell 0399 e Abell 0401. Os aglomerados são as maiores estruturas que existem no universo visível sustentadas pela gravidade. Elas contêm milhares de galáxias e tendem a se formar na interseção de outras grandes estruturas conhecidas como filamentos, que formam uma espécie de teia de aranha conhecida como rede cósmica.

Depois de conhecer os detalhes de Planck, coordenado por Federica Govoni, astrônoma do Instituto Nacional de Astrofísica de Itália, a equipe observou dois aglomerados com o LOFAR, um grande radiotelescópio com antenas espalhadas por vários países europeus, cujo corpo central está na Holanda e é um das mais sensíveis do mundo na faixa de baixa frequência. Os resultados, publicados na prestigiosa revista científica Science, confirma que as ’emissões de rádio’ se devem à presença de elétrons que viajam quase à velocidade da luz por um campo magnético conectando dois aglomerados de galáxias.

Govoni explicou:

Normalmente vemos essas emissões entre galáxias individuais ou dentro de um aglomerado concreto, mas nunca houve uma emissão entre dois aglomerados

Os dois aglomerados estudados estão a 1 bilhão de anos-luz da Terra. Se a humanidade tivesse planejado uma maneira de viajar na velocidade da luz, levaria 1 bilhão de anos para alcançar os dois aglomerados de Abell. A triste realidade é que, como a revista Wired calculou, a sonda espacial mais rápida já construída atinge apenas 0,0002% da velocidade da luz.

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Vista aérea das antenas do telescópio LOFAR. ASTRON

Cada um dos aglomerados estudados tem uma massa bilhões de vezes maior que o Sol. Neste momento eles viajam em uma trajetória de colisão frontal a 1.000 quilômetros por segundo.

Govoni explica:

É possível que a conexão que observamos seja um primeiro sinal de que confirma algo que já sabemos: ambos os grupos vão colidir e fundir em um só, mas isso só acontecerá daqui milhares de milhões de anos.

A descoberta é desconcertante para seus descobridores. O fenômeno observado é conhecido como radiação síncrotron e acontece quando partículas muito energéticas se movem dentro de um campo magnético. O problema é que é muito difícil de explicar a natureza desses sinais de rádio como um elétron, de acordo Govoni. A astrofísica batizou sua descoberta como uma ‘alvorada cósmica’, por sua semelhança com auroras terrestres que ocorrem quando partículas altamente energéticas cuspidas pelo Sol atingem a atmosfera terrestre nas regiões polares.

Em seu estudo, os astrônomos fizeram simulações para tentar explicar o fenômeno. Sua conclusão é que dentro do campo magnético pode haver ‘ondas de choque’ capazes de acelerar os elétrons.

Mattero Murgia, co-autor do estudo explica:

Essas ondas de choque são semelhantes àquelas produzidas por bombas nucleares ou estrelas que explodem em supernovas

A simulação mostra que os elétrons não estariam viajando em linha reta, mas sim de maneira caótica através do vasto campo magnético que conecta ambos os aglomerados de galáxias.

Ele diz:

De acordo com nosso estudo, as partículas entram em uma descontinuidade dentro do gás e ganham energia. É como você jogar uma bola de tênis em uma estrada movimentada, os carros estão empurrando a bola e isso está ganhando mais e mais energia e velocidade.

A questão é se estas turbulências ocorrem devido à presença de objetos muito maciços e relativamente recentes na história do universo, como buracos negros que podem existir entre os dois grupos, ou então, como previsto pelo estudo, anomalias foram formadas logo depois da origem do universo há 13.700 milhões de anos. O próximo alvo destes astrônomos é confirmar outras ligações semelhantes que já foram detectadas entre outros aglomerados e procurar novos aglomerados mais distantes do que os estudados, ou seja, muito mais velhos, o que ajudaria determinar qual das duas opções é correta.

Esses físicos foram tentados a pensar que a transmissão de rádio poderia ser fabricada?

Murgia considerou:

Seria impossível para qualquer inteligência ejetar partículas com tal energia que seria capaz de correr 100 vezes a distância de uma extremidade à outra da Via Láctea’.

O que não é tão improvável, considerando os bilhões de possíveis planetas como a Terra no universo, é que alguém agora está fazendo as mesmas perguntas em outra galáxia.

(Fonte)

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Quanto mais estudamos o Universo, mais encontramos coisas inexplicáveis para o nosso atual nível de conhecimento. O cosmo não cansa de nos espantar.

Quanto a declaração de Murgia sobre ser impossível para uma inteligência ejetar partículas com tal energia, lembre-se que muito do que era considerado impossível pouco tempo atrás, agora faz parte do nosso dia-a-dia.

n3m3

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