Buraco de tamanho recorde abre na camada de ozônio

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Os cientistas relataram que um grande buraco apareceu acima do Ártico devido às temperaturas extraordinariamente baixas.

Buraco de tamanho recorde abre na camada de ozônio

A camada de ozônio da Terra – que absorve uma grande quantidade da radiação ultravioleta prejudicial vinda do Sol – chegou às manchetes nos anos 80, quando se descobriu que os CFCs (clorofluorocarbonetos) em sprays de cabelo, geladeiras, sistemas de ar condicionado e outros produtos similares estavam causando com que ele dissipasse.

Felizmente, países de todo o mundo passaram a proibir esses produtos químicos, em um esforço para reduzir ou até reverter os danos que estavam causando e, na maioria das vezes, tiveram sucesso.

Isso não significa que a camada de ozônio ainda não esteja vulnerável.

Nesta semana, foi revelado que um buraco de tamanho recorde se abriu acima do Ártico, graças a um período de temperaturas anormalmente baixas na região polar norte.

Felizmente, a menos que se mude muito mais para o sul, é improvável que ele cause um risco aos seres humanos, e espera-se que desapareça novamente nas próximas semanas.

Vincent-Henri Peuch, do Serviço de Monitoramento de Atmosfera Copernicus, informou:

O buraco é principalmente uma curiosidade geofísica.

Monitoramos condições dinâmicas incomuns, que impulsionam o processo de depleção química do ozônio. [Essas dinâmicas] permitiram temperaturas mais baixas e um vórtice mais estável do que o habitual sobre o Ártico, o que desencadeou a formação de nuvens polares estratosféricas e a destruição catalítica de ozônio.

Os cientistas observaram que a aparência do buraco não está relacionada à redução das emissões de gases do efeito estufa devido ao bloqueio do coronavírus.

Ainda não está claro se é uma anormalidade causada pelas tendências atuais das mudanças climáticas.

(Fonte)


Na verdade, ninguém sabe exatamente quais são os fatores que afetam a camada de ozônio. Como comprovamos agora, menos emissões de gases na atmosfera não afetam positivamente esse fenômeno. Em suma: a biosfera parece fazer o que quer, independente das ações humanas, e como qualquer um de nós quando estamos infestados por pragas, damos um jeito de pelo menos amenizá-las.

n3m3

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