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NASA pretende enviar submarino aos mares de Titã, uma das luas de Saturno

Tempo de leitura: 2 minutos

Fonte: NASA

Numa apresentação preliminar de uma possível missão até Titã, uma das luas de Saturno, a NASA apresentou sua visão de um veículo robótico submersível que poderia explorar os vastos lagos de metano e etano líquido.

Ao estudar Titã, os cientistas consideram estar olhando no passado de um planeta Terra no estado de embrião, somente muito mais fria.  Titã é a única lua no sistema solar que possui uma quantidade significativa de atmosfera e esta possui seu próprio ciclo de metano, como a terra possui seu ciclo d’água.  Lá, o metano existe no estado líquido, chove na superfície carregada de hidrocarbonetos, formando rios, vales e mares.

Vários de seus mares têm sido extensivamente estudados pela sonda Cassini da NASA durante vários voos aproximados.  Alguns desses mares possuem uma profundidade média de poucos metros, enquanto outros contam com profundidades maiores do que 200 metros – que é a maior profundidade que o instrumento de radar da sonda Cassini pode penetrar.

Assim, para os cientistas explorarem Titã de forma apropriada, eles precisariam encontrar uma forma de mergulhar nestes mares, a fim de que seus segredos sejam revelados.

No Simpósio de Conceitos Inovadores Avançados (sigla NIAC em inglês) deste ano, um submarino conceito foi apresentado pela NASA.

Planejada como uma missão possível para o maior mar de Titã, Mare Kracken, o veículo submersível autônomo poderia ser projetado para fazer uma viagem de 90 dias e 2.000 quilômetros, explorando as profundidades deste vasto ambiente alienígena marinho.  Devido ao fato do veículo ter que despender longos períodos sob a superfície do mar de metano, ele teria que ser alimentado por um gerador de radioisótopo; uma fonte que converte o calor produzido pelas pelotas radioativas em eletricidade, bem como as missões que estão atualmente explorando o espaço, com a sonda Cassini e o jipe-sonda Curiosity que está em Marte.

A comunicação com a Terra não seria possível quando a sonda está submersa, assim ela teria que fazer subidas regulares até a superfície para transmitir os dados científicos.

Mas o Mare Kracken não é um lago tranquilo para navegação – sabe-se que ele possui ondas e há evidências de marés, o que contribui para o desafio.  Muitos dos desafios de engenharia já foram solucionados quando se projeta submarinos aqui na Terra, mas já que estes mares são extremamente frios (estima-se que próximos do ponto de congelamento do metano, 90 Kelvin, ou -183 Celsius), será necessário desenvolver um sistema de propulsão especial por pistão, e nitrogênio deverá ser utilizado com lastro.

Embora não esteja claro nestes estágios iniciais no que focaria esta missão científica, seria interessante obter amostras dos químicos em diferentes profundidades do Mare Kracken.

Uma década após a sonda europeia Huygens pousar na superfície de Titã, enviando imagens da atmosfera nebulosa dessa lua, já surgiram alguns planos para regressar até este mundo misterioso.  Seria incrível se, nas próximas décadas, pudéssemos enviar uma missão de volta a Titã, a fim de obter amostras diretamente do fundo de seus mares, explorando regiões onde as moléculas da química para a vida possam ser encontradas em abundância.

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Fonte: news.discovery.com

Colaboração: Osnir Carlos Stremel Júnior