Novo estudo sugere que a galáxia está infestada com “planetas nômades”

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Renderização artística de um objeto nômade vagando pelo espaço. O objeto está borrado intencionalmente para representar a incerteza de ter ou não um atmosfera. Credito: Greg Stewart / SLAC National Accelerator Laboratory

Pesquisadores do Instituto Kavli para Cosmologia e Astrofísica de Partículas (Kavli Institute for Particle Astrophysics and Cosmology  – KIPAC) sugerem em um novo estudo que nossa galáxia pode estar infestada com “planetas nômades”, vagando através do espaço, ao invés de orbitar ao redor de estrelas.

De fato, dizem os pesquisadores, devem haver 100.000 vezes mais desses planetas na Via Láctea (nossa galáxia) do que estrelas.  E se as observações confirmarem esta estimativa, isto poderia afetar as atuais teorias da formação de planetas, e mudar nossa compreensão da origem e abundância da vida.

Se qualquer destes planetas nômades forem grandes o suficiente para segurarem uma atmosfera, eles poderiam ter prendido calor suficiente para a existência de vida bacteriana“, disse o líder do estudo, Louis Strigari.

Pelo uso de microlentes gravitacionais, a equipe do KIPAC já descobriu alguns planetas nômades em nossa galáxia.  Os astrônomos lançaram a hipótese de que poderia haver duas vezes mais planetas nômades do que estrelas na Via Láctea, mas a equipe de pesquisas acredita que o número deve ser multiplicado por 50.000.

Para chegarem a este número, eles levaram em consideração a puxão gravitacional da Via Láctea, a quantidade de matéria disponível para fazer tais objetos e como essa matéria poderia ser distribuída.  Porém, há espaço para erro, pois ainda é grande a incerteza de como os planetas nômades se formam.  Alguns provavelmente ejetaram de sistemas solares, mas os pesquisadores indicam que nem todos poderiam ter sido formados dessa forma.

Esperando encontrar a resposta para esta charada, a equipe do KIPAC planeja empregar o Wide-Field Infrared Survey Telescope, com base no espaço e o Large Synoptic Survey Telescope, com base na Terra, ambos os quais estão agendados para entrar em operação no início de 2020.

Se realmente houverem tantos planetas nômades por aí, há uma possibilidade real de que eles poderiam estar espalhando a semente da vida através de suas colisões, dizem os pesquisadores.

Poucas áreas da ciência tem empolgando tanto o interesse popular e profissional em tempos recentes quanto a prevalência de vida no universo,” diz Roger Blandford, diretor da KIPAC.  “É maravilhoso que podemos agora começar a olhar para esta questão de forma quantitativa, procurando mais destes planetas e asteróides que vagam pelo espaço interestelar, e então especular os ‘bichinhos’ que pegam carona“.

Os cientistas apontam que embora os planetas nômades não tenham estrelas para mantê-los quentes, eles podem ser capazes de gerar calor através da deterioração nuclear e da atividade tectônica.  Seu documento foi publicado nas notícias mensais da Royal Astronomical Society.

Outros autores do documento incluíram Matteo Barnabè, membro da KIPAC, e do membro afiliado da KIPAC, Philip Marshall da Universidade de Oxford.  A NASA, a National Science Foundation e a Royal Astronomical Society deram suporte à pesquisa.

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Fonte da notícia: www.redorbit.com

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