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Tempo de leitura: 2 min.

Encélado, lua de Saturno, pode ser habitável

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Fotos tiradas pela sonda Cassini, navegando nas proximidades de Saturno, e estudos posteriores levaram à conclusão de que sob o gelo de Encélado, um satélite do planeta gigante, está escondido um oceano. A água dele é ejetada por fontes poderosas diretamente ao espaço.

Encélado, uma das luas de Saturno, com seus geiseres.

Os jatos foram notados pela primeira vez em 2005 e, em 2015, foi possível tirar uma amostra deles. Isso foi feito pela Cassini, que voou a apenas algumas dezenas de quilômetros da superfície.

Por muito tempo não ficou claro o que eram essas explosões. Os especialistas da NASA foram os primeiros a esclarecer. Os dados coletados atestaram: jatos de água salgada. Eles não são formados quando o gelo se transforma em vapor. Sua fonte é água líquida.

Posteriormente, descobriu-se que essa água contém hidrogênio molecular – cerca de um por cento, dióxido de carbono, metano e amônia. E essas “impurezas” indicam que as fontes hidrotermais funcionam no fundo do oceano de Encélado e criam condições adequadas para a vida de certos organismos – pelo menos bactérias e talvez mariscos.

As suspeitas de que Encélado possa ser habitável foram recentemente reforçadas por especialistas do Massachusetts Institute of Technology (MIT). Conforme relatado na revista Science Advances.

Análises adicionais e simulações de computador mostraram que áreas de água mais salgada estão nos pólos de Encélado – sob uma camada mais espessa de gelo. No equador, o gelo é mais fino e a água menos salgada.

Em média, a saturação da água no oceano do satélite com sal atinge cerca de 30 gramas por litro. Isso deve ser propício à vida e o aparecimento de alguns habitantes. Para comparação, a salinidade dos oceanos – habitados – da Terra é de 35 gramas de sal por litro.

A provável existência de fontes geotérmicas no fundo de seu oceano também foi indicada pelos dados coletados pela Cassini. Sob o gelo do satélite existem poderosas fontes de calor, como se houvesse 20 usinas termelétricas com capacidade total de 15,8 ± 3,1 gigawatts (1 gigawatt = 1000 megawatts).

Carly Howett, líder de pesquisa do Southwest Research Institute em Boulder, Colorado – EUA, disse:

“Havíamos presumido que o nível de fluxo de calor das entranhas de Encélado é de cerca de 1,1 gigawatts, no máximo – 5,8, mas acabou sendo muito maior.”

Os cientistas ainda não conseguem explicar o que impulsiona as fontes de água com tanta força.

Claro, o interior de Encélado é aquecido pela interação gravitacional com Saturno. Um pouco disso acrescenta radiação. Mas o desempenho de ambos não é suficiente para gerar calor com a potência que se observa.

(Fonte)


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