Orcas feridas podem estar atacando barcos em retaliação

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Orcas feridas podem estar atacando barcos em retaliação
Duas das orcas ofensivas, Gladis White e Gladis Black, exibindo ferimentos recentes. Foto: Rafael Fernández / Grupo de Trabalho Internacional da Atlantic Orcas

Os cientistas estão tentando explicar porque orcas nadando ao largo da Península Ibérica começaram a atacar barcos à vela. Uma nova pesquisa sugere que esses animais provavelmente foram feridos durante encontros anteriores com barcos e podem estar agindo de forma vingativa.

É 2020, então é claro que as orcas estão atacando os barcos. Desde julho, os cientistas registraram 33 interações distintas envolvendo veleiros e orcas, das quais seis foram observadas no Estreito de Gibraltar, cinco na costa portuguesa e 22 perto da Galícia.

Em resposta, as autoridades espanholas proibiram temporariamente os pequenos iates de navegar ao longo de um trecho de água ao longo da costa ibérica, já que as orcas pareciam ter como alvo barcos de médio porte medindo 50 pés (15 metros) ou menores.

As interações pareciam ser deliberadas e coordenadas, com sessões que duravam mais de uma hora. Aproximadamente um terço desses encontros causaram danos aos barcos. Os animais tinham como alvo a parte mais fraca da embarcação: o leme, de acordo com um grupo de trabalho internacional de especialistas em cetáceos que analisou o assunto. Os cientistas não conseguiram explicar o comportamento estranho, citando estresse causado pela falta de comida ou aborrecimento com a retomada da atividade humana após bloqueios cobiçosos.

Para saber o que está acontecendo, o grupo de trabalho, que inclui os biólogos marinhos Alfredo López, da Universidade de Aveiro, em Portugal, e José Cedeira, do Coordenador para o Estudo dos Mamíferos Marinhos (CEMMA), deu uma olhada em fotografias recentes e de arquivo de orcas conhecido por frequentar essas águas. De forma reveladora, os biólogos descobriram que três orcas juvenis estavam envolvidas em 61% dos incidentes. Dois adultos também foram implicados, mas não foram identificados, de acordo com um comunicado enviado por e-mail.

As três juvenis, chamadas Gladis Black, Gladis White e Gladis Grey, são conhecidos pela equipe. A evidência fotográfica sugere que dois delas – Gladis Black e Gladis White – sofreram uma sucessão de ferimentos físicos entre 20 de junho e 3 de agosto. A equipe mapeou os ferimentos e identificou ferimentos provavelmente causados ​​por atropelamentos com barcos. Esses ferimentos foram o resultado das orcas se chocando contra os barcos que passavam, mas a equipe diz que alguns desses ferimentos podem ter sido causados ​​por elas tentarem arrebatar atum de longas linhas de pesca.

As orcas juvenis são “comumente observadas se aproximando de barcos de vários tipos, provavelmente devido à sua curiosidade”, segundo os especialistas. A popa é “especialmente atraente para cetáceos em geral e para orcas em particular”, pois contêm “estruturas móveis e barulhentas”. Dito isso, os encontros desde julho são “considerados inéditos devido aos repetidos contatos físicos dos exemplares com a estrutura dos navios”, conforme explicam os biólogos no comunicado.

Assim, os pesquisadores atribuem esse comportamento “estranho e novo” a um “incidente adverso” envolvendo as orcas e um barco, no qual a velocidade do barco desempenhou um papel potencialmente importante. Da forma como está, ainda não há evidências claras de “quando ou se realmente aconteceu”, e os cientistas não podem confirmar que tipo de embarcação estava envolvida ou se o incidente foi acidental ou deliberado.

Apesar disso, os cientistas dizem que esse evento aversivo é provavelmente o responsável pelo comportamento, que começa na presença de um barco em movimento rápido e termina com um movimento aparentemente defensivo em que as orcas conseguem parar o barco ao mutilarem seu leme. Para ser justo, no entanto, esses são predadores de ponta, então suas ações podem ser melhor descritas como sendo de natureza ofensiva.

Os especialistas não descartaram a possibilidade de que esse comportamento seja causado pela curiosidade das orcas. É também uma atividade muito gratificante para elas (apesar dos ferimentos), já que a ação resulta em um objeto bastante grande parando ou desacelerando consideravelmente – essas orcas juvenis podem na verdade estar atacando por diversão, em vez de rancor.

O fato é que não sabemos; é difícil para os cientistas inferir a causa do comportamento de um animal, neste caso não sendo exceção.

Nenhum humano foi ferido durante esses encontros, mas o comportamento obviamente não é bom para as orcas, já que está alterando seu comportamento normal e pode eventualmente levar a ferimentos mais graves. Seja qual for o motivo, vamos esperar que a hostilidade pare logo.

(Fonte)


Penso que a razão principal é porque se trata do ano de 2020😁. Será que 2021 será melhor para nós? Façam suas apostas…

n3m3

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