SpaceX vai “corrigir” satélites Starlink para não perturbarem a astronomia

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A presidente e COO Gwynne Shotwell disse que o problema de brilho dos satélites Starlink pegou a empresa de surpresa.

SpaceX vai "corrigir" satélites Starlink para não perturbarem a astronomia
O céu vai continuar poluído, mesmo assim.

Um dos satélites Starlink no próximo lote de 60 que a SpaceX planeja lançar no final de dezembro será tratado com um revestimento especial projetado para tornar a sonda menos reflexiva e com menor probabilidade de interferir nas observações espaciais, Gwynne Shotwell, presidente e diretora de operações da SpaceX disse 6 de dezembro.

A SpaceX já implantou 120 satélites que transmitem internet de alta velocidade e milhares serão lançados nos próximos anos. Logo após o primeiro lançamento em maio, os astrônomos notaram que os satélites eram extremamente brilhantes, suscitando preocupações de que a constelação interferisse nas pesquisas científicas e nas vistas do céu noturno.

Shotwell disse que o próximo lote tem um satélite “onde colocamos um revestimento no fundo”. Ela observou que este é apenas um experimento e não pode prever se funcionará. “Realizamos tentativas e erros para descobrir a melhor maneira de fazer isso”, disse Shotwell.

Desde que surgiram os relatos de satélites Starlink que perturbavam os astrônomos, a empresa levou o problema a sério, insistiu Shotwell.

Ela disse:

Queremos ter certeza de que fazemos a coisa certa para garantir que as crianças pequenas possam olhar através do telescópio. A astronomia é uma das poucas coisas que deixa as crianças entusiasmadas com o espaço.

…É legal para elas verem um Starlink. Mas elas deveriam estar olhando para Saturno, para a lua. .. e não querem ser atrapalhadas.

O revestimento que está sendo aplicado a um dos satélites no terceiro lote de Starlinks é apenas o primeiro passo para encontrar uma solução permanente à medida que mais satélites são implantados. Shotwell disse que a empresa planeja lançar lotes de 60 satélites a cada duas a três semanas durante o próximo ano para construir a constelação que em meados de 2020 estará pronta para fornecer cobertura global.

Shotwell admitiu que ninguém na empresa antecipou o problema quando os satélites foram projetados.

Ela disse:

Ninguém pensou nisso. Nós não pensamos nisso. A comunidade de astronomia não pensou nisso.

O revestimento experimental que deve tornar o satélite menos reflexivo poderia afetar seu desempenho, e isso é algo que será examinado, disse Shotwell:

Definitivamente muda o desempenho do satélite, termicamente. Serão algumas tentativas e erros, mas vamos consertar.

(Fonte)

Colaboração: Lênio


Como os leitores devem lembrar, na noite de 6 de dezembro passado, muitas pessoas no extremo sul do Brasil ficaram espantadas ao verem a série de satélites Starlink passando pelo céu. Um dia depois, o mesmo avistamento foi reportado na região sudeste.

Pelo que parece, embora a empresa diga que está preocupada com o problema, ela não conseguirá corrigir a situação com os satélites já lançados, nem com os próximos lotes – pelo menos até o final de suas vidas úteis, se é que eles têm uma. Esses satélites continuarão causando espanto pelo mundo afora, até que a população toda se acostume com eles. Este parece ser um dos “preços do progresso”.

n3m3

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