“Possibilidade de vida”: Equipe de cientista brasileira mapeia a exótica lua de Saturno, Titã

Tempo de leitura: 3 min.

Cientista brasileira que trabalha para a NASA divulgou na segunda-feira (20) o primeiro mapa geológico global da lua de Saturno, Titã, incluindo vastas planícies e dunas de material orgânico congelado e lagos de metano líquido, iluminando um mundo exótico considerado um forte candidato na busca por vida além da Terra.

"Possibilidade de vida": equipe de cientista brasileira mapeia a exótica lua de Saturno, Titã
O conceito deste artista prevê que aparência de gelo de hidrocarboneto em um mar de hidrocarboneto líquido da lua de Saturno pode se parecer com esta imagem da NASA, divulgada em 8 de janeiro de 2013. REUTERS / NASA / JPL-Caltech / USGS / Folheto

O mapa foi baseado em radar, infravermelho e outros dados coletados pela sonda Cassini da NASA, que estudou Saturno e suas luas de 2004 a 2017. Titã, com um diâmetro de 5.150 km, é a segunda maior lua do sistema solar atrás Ganimedes de Júpiter. É maior que o planeta Mercúrio.

Os materiais orgânicos – compostos à base de carbono, essenciais para a promoção de organismos vivos – desempenham um papel de liderança em Titã.

A geóloga planetária brasileira, Rosaly Lopes, do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA na Califórnia, que liderou a pesquisa publicada no periódico Nature Astronomy, informou:

Os orgânicos são muito importantes para a possibilidade de vida em Titã, que muitos de nós pensam que provavelmente teriam evoluído no oceano de águas líquidas sob a crosta gelada de Titã.

Acreditamos que os materiais orgânicos podem penetrar no oceano de águas líquidas e isso pode fornecer os nutrientes necessários para a vida, se ela evoluiu lá.

Na Terra, a água chove das nuvens e enche rios, lagos e oceanos. Em Titã, as nuvens lançam hidrocarbonetos como metano e etano – que são gases na Terra – em forma líquida devido ao clima frio daquela lua.

As chuvas ocorrem em toda parte em Titã, mas as regiões equatoriais são mais secas que os pólos, disse a coautora do estudo, Anezina Solomonidou, pesquisadora da Agência Espacial Européia.

Planícies (cobrindo 65% da superfície) e dunas (cobrindo 17% da superfície), compostas por pedaços congelados de metano e outros hidrocarbonetos, dominam as latitudes médias e as regiões equatoriais de Titã, respectivamente.

Titã é o único objeto do sistema solar, além da Terra, com líquidos estáveis ​​na superfície, com lagos e mares cheios de metano sendo as principais características em suas regiões polares. Áreas montanhosas, que representam partes expostas da crosta de gelo de água de Titã, representam 14% da superfície.

O cientista e co-autor do estudo do JPL, Michael Malaska, disse:

O que é realmente divertido de se pensar é se existem maneiras pelas quais os orgânicos mais complexos podem afundar e se misturar com a água na crosta gelada profunda ou no oceano subterrâneo profundo.

Observando que na Terra existe uma bactéria que pode sobreviver apenas em um hidrocarboneto chamado acetileno e água, Malaska perguntou:

Poderia isto, ou algo assim, viver em Titã nas profundezas da crosta ou oceano, onde as temperaturas são um pouco mais quentes?

Noting that on Earth there is a bacterium that can survive just on a hydrocarbon called acetylene and water, Malaska asked, “Could it or something like it live in Titan deep in the crust or ocean where temperatures are a little warmer?”

O mapa foi criado sete anos antes da agência espacial dos EUA lançar a missão Dragonfly para enviar um drone com vários rotores, afim de estudar estudar a química e a adequação de Titã à vida. A sonda Dragonfly está programada para chegar a Titã em 2034.

Mapa geológico de Titã, compilado pela equipe de Rosaly Lopes. Crédito: NASA

Lopes disse:

Não é apenas cientificamente importante, mas também muito legal – um drone voando em Titã. Será realmente emocionante.

(Fonte)

Colaboração: Kaczmarczik, Lênio


Realmente será interessante descobrir formas de vida que se adaptaram a um ambiente totalmente diferente da Terra, se é que lá elas existem. Uma pena que irá demorar tanto para a sonda chegar até lá.

n3m3

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