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As linguagens alienígenas

Tempo de leitura: 3 minutos
As linguagens alienígenas

Muitos de vocês acreditam em raças alienígenas avançadas que visitam o planeta ou que podem até mesmo ter fundado nossa civilização. Tendemos a procurar por grandes evidências, tais como uma nave quebrada, um corpo ou objetos recuperados depois de uma visita. Às vezes, as menores pistas revelam que as maiores provas. Poderia este ser o caso com a linguagem.

Existem milhares de diferentes línguas faladas neste planeta, mas se você olhar para linguística verá um padrão de evolução compartilhada de características e protolinguagens todos diferentes do que falamos hoje. O inglês é realmente um bom exemplo, devido à sua absorção de palavras e frases de muitas línguas diferentes ao longo do anos de sua evolução. Poderia o estudo de uma língua alienígena nos oferecer pistas para algumas das nossas maiores perguntas sobre extraterrestres?

Quando vemos alienígenas retratados no cinema, eles costumam falar com uma série distorcida de grasnidos ou chios, e legendas são adicionadas para que possamos entende-los. Alguns filmes vão um pouco mais fundo, como o Star Trek , para o qual foi criado uma nova linguagem que os verdadeiros fãs podem aprender se quiserem.

Esses filmes e séries frequentemente descartam a ideia de que um planeta teria mais de uma língua, usando a velha desculpa de uma civilização ter evoluído até o ponto em que a linguagem se torna singular e unificada. Adicione dispositivos como tradutores universais e o problema está resolvido.

Na vida real, as coisas não seriam tão simples e poderíamos ter sorte em encontrar alienígenas inteligentes que tiveram tempo para estudar e aprender a falar nossa língua. Temos enviado sinais de rádio para o espaço por um bom número de anos. Mas devemos considerar que precisamos ajustar a forma como nos comunicamos e mostramos nossas intenções. Não queremos causar inadvertidamente uma guerra galáctica dizendo a coisa errada. Aí é quando profissionais linguistas, matemáticos e cientistas entram em cena.

O METI (Messaging Extraterrestrial Intelligence – Enviando Mensagens para a Inteligência Extraterrestre) opera um programa que examina esse mesmo problema e, para aqueles de nós com interesse em ETs, ele pode fornecer algumas informações e novos caminhos de pensamento para explorarmos.

Sheri Wells-Jensen, membro do conselho do METI, disse:

Temos que ter todas as mãos no convés, vamos precisar de todo mundo, e vamos precisar gerar vários conjuntos de significados para uma mensagem que recebermos.

Wells-Jensen realizou um experimento que mostrou porque podemos precisar do poder da mente da colmeia humana. Ela apresentou aos estudantes universitários vários quebra-cabeças que haviam sido codificados à maneira de Lincos, uma linguagem construída projetada para ser entendida por extraterrestres inteligentes. Os alunos descobriram bem as coisas simples, como funções matemáticas básicas. No entanto, as coisas não correram tão bem quando se tratava de conceitos mais complicados. Usando PI como uma questão que os alunos se esforçavam para encontrar a resposta, eles saíram com respostas cada vez mais malucas.

Jensen contou quando ela disse, “OK, qual é esta palavra real?”, os alunos fizeram saltos poéticos e disseram “mundo”; alguns deles fizeram um salto poético oposto e disseram “infinito”. Alguns deles pensaram que ela queria dizer que o diâmetro do círculo terminava em uma parede e significava “prisão”.

Isso destaca o quão rápido e fácil é para as coisas darem errado, mesmo com a comunicação ocorrendo entre as mesmas espécies e falantes da mesma língua.

Certamente será muito mais difícil decodificar algo que foi reunido por criaturas de um sistema solar que não compartilha qualquer história cultural ou evolutiva com a humanidade. Também é inteiramente possível que eles possam até mesmo confiar em diferentes sentidos para perceber seu ambiente e se comunica. Há também os problemas com os sistemas sendo incompatíveis… Os alienígenas poderiam estar usando algo muito mais avançado tecnologicamente do que nós. Já tmos problemas suficientes aqui no nosso planeta com o Android e a Apple.

Precisamos nos unir e usar toda a nossa sabedoria coletiva, talvez na forma de um projeto de ciência cidadã. Precisaremos aumentar nossas habilidades de pensamento crítico e nossa compreensão da natureza, e concordar com uma forma de linguagem… Talvez tenhamos que concordar com uma linguagem universal para o nosso planeta.

Um dos objetivos do METI é trabalhar nesse problema de alfabetização em ciências. Jensen está trabalhando duro nessa tarefa e apresentou uma linguagem que ela batizou de ‘Language in the Cosmos‘, na International Space Development Conference (ISDC) 2018, realizada em Los Angeles.

O seminário foi organizado pelo METI e explorou a possibilidade de que a linguagem – ou pelo menos certos elementos essenciais da linguagem – pudesse ser universal em todo o cosmos.

Noam Chomsky, o famoso linguista, frequentemente comentou que se os marcianos visitassem a Terra, eles pensariam que todos nós falamos dialetos da mesma língua, porque todas as línguas terrestres compartilham uma estrutura subjacente comum.

O presidente do METI, Doug Vakoch. apresentou um trabalho no mesmo seminário, e disse:

Se os alienígenas têm uma linguagem, ela seria semelhante à nossa? Essa é a grande questão.

O resultado final foi cada lado pensando que estava certo: Jensen sendo cética, citando a nossa falta de conhecimento sobre as origens da linguagem humana. Já Vakoch expressou otimismo.

Você acha que esta é uma área de ovniologia/ufologia que devemos gastar mais tempo desenvolvendo, ou é algo que não devemos nos preocupar? Podemos confiar nas habilidades avançadas de extraterrestres para encontrar uma maneira de transmitir a mensagem, ou isso seria um desastre esperando para acontecer?

(Fonte)


Se eu tivesse que opinar, diria que aqueles que nos visitam já sabem muito bem nossas diferentes linguagens e, se por acaso foram eles mesmos que deram início à civilização humana, então isso é ainda mais certo.

Mas, é lógico, estas são somente conjecturas.

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