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Planeta recém descoberto é o melhor já encontrado para procurar por vida alienígena

Tempo de leitura: 2 minutos

Uma planeta recém descoberto ao redor de uma distante estrela pode pular no topo da lista de lugares onde cientistas devem procurar por vida alienígena

O mundo alienígena, conhecido como LHS 1140b, é um planeta rochoso, similar à Terra. Ele está a somente 40 anos-luz de distância do nosso sistema solar (essencialmente “ali na esquina” em termos cósmicos), e está situado na assim chamada ‘zona habitável’ de sua estrela, o que significa que a água no estado líquido poderia potencialmente existir em sua superfície.  Vários outros planetas também se encaixam neste critério, mas poucos deles são apropriados para estudo como o LHC 1140b, de acordo com os cientistas que o descobriram, porque o tipo de estrela que ele orbita e a orientação do planeta em relação à Terra o fazem ideal para investigações se ele é o tipo de lugar onde a vida poderia prosperar.

Jason Dittmann, membro pós-doutorado do Centro Harvard-Smithsoniano para Astrofísica (CfA) e autor líder do trabalho que descreve a descoberta, disse numa declaração da CfA:

Não poderíamos esperar por um alvo melhor para desempenhar uma das maiores procuras na ciência – procurar por evidência de vida além da Terra.

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Renderização artística do planeta.

Atmosfera alienigena

Milhares de exoplanetas têm sido descoberto orbitando estrelas nos últimos 20 anos. Muitos desses planetas se encaixam nos requerimentos básicos para abrigar a vida tal como a conhecemos – eles são rochosos como a Terra (ao invés de gasosos, como Saturno ou Júpiter) e estão na zona habitável de suas estrelas.

O LHS 1140b se encaixa nesses requerimentos iniciais. Através de múltiplas observações, Dittmann e seus colegas determinaram que o planeta recebe aproximadamente 0,46 vezes tanta luz de sua estrela mãe quanto a Terra recebe do Sol.  O planeta tem aproximadamente 1,4 vezes o diâmetro da Terra e 6,6 vezes a massa, o que o torna aquilo que chamam de uma super-Terra.

O próximo passo que os cientistas darão para descobrirem se exoplanetas como o LHS 1140b são habitáveis (ou menos inabitáveis) é o de examinar suas atmosferas. Uma atmosfera pode fornecer às formas de vida um ingrediente necessário para a vida (tal como o oxigênio ou dióxido de carbono aqui na Terra), e também poderia mostrar sinais de que a vida existe lá (por exemplo, na Terra a maior parte do metano é produzido por organismos biológicos).  Os cientistas estão trabalhando para compreenderem o que a atmosfera de um exoplaneta pode revelar sobre a probabilidade dele abrigar a vida…

…A estrela HS 1140 é uma anã M (também conhecida como anã vermelha).  Ela tem somente um quinto do tamanho do Sol da Terra e é significativamente mais fria.

Dittmann disse que sua equipe foi aprovada para usar o Telescópio Espacial Hubble, a fim de conseguirem uma melhor visão da estrela e de quão brilhante ela é nas ondas ultravioleta e raio-X. A equipe também planeja usar o Hubble para começar a agregar dados sobre a atmosfera do LHS 1140b, já com a expectativa de serem capazes de estudá-lo com telescópios maiores, tais como o Telescópio Espacial James Webb, que será lançado em 2018, e o Telescópio Magalhães Gigante e o Telescópio de Trinta Metros que serão ativados na década de 2020.

Os cientistas podem não encontrar vida no LHS 1140b, mas suas perfeitas características o tornam ideal para ensinar aos cientistas sobre como planetas ao redor de uma estrela anã M evoluem.

Victoria Medows, Professora de Astronomia da Universidade de Washington, que não esteve envolvida na pesquisa disse:

As anãs M são o tipo de estrelas mais comuns na galáxia. e a descoberta do LHS 1140b nos fornece uma excelente oportunidade para aprendermos mais se planetas que orbitam estas estrelas são habitáveis.  Se planetas como o LHS 1140b que orbitam anãs M possam ser habitáveis, então isto irá aumentar o potencial para a prevalência de vida por toda a galáxia.

Mesmo tendo certeza de que a vida extraterrestre já visita a Terra há muito tempo, esperamos da mesma forma a confirmação oficial da ciência.

n3m3

Fonte

Colaboração: Marcelino Melo