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Jill Tarter, co-fundadora do SETI, é entrevistada

Tempo de leitura: 2 minutos
Jill Tarter.

Jill Tarter.

Jill Tarter é co-fundadora do Insituto SETI e ex-cientista do Conjunto de Telescópios Allen, o único rádio telescópio dedicado à procura pela vida extraterrestre.  Ela também foi a inspiração para o filme Contato.

No SETI (Procura pela Inteligência Extraterrestre), as pessoas tipicamente procuram por mensagens vindas do espaço, mas não as enviam.  Pense na Jodie Foster no filme Contato, quando um sinal alienígena pulsou em seus fones de ouvido.  Inspiração para a personagem de Foster, a astrofísica Jill Tarter quer ajudar a criar no futuro dos humanos uma sociedade que possa conversar de forma interestelar.  Para tal, ela despendeu os últimos 38 anos tentando encontrar sinais de vida extraterrestre inteligente.

Abaixo, uma entrevista conduzida pela revista Popular Science, com Jill Tarter:

Popular Science: Por que procurar por transmissões de extraterrestres, se nós não estamos transmitindo?

Jill Tarter: Considerando-se a história da galáxia, estatisticamente, qualquer civilização com a qual possamos nos comunicar será muito mais velha.  E já que a transmissão é muito mais difícil do que a escuta, deixamos esta dificuldade para eles.

PS: O que falar sobre as mensagens enviadas pelas sondas Voyager 1 e 2?

JT: Aquelas são mensagens numa garrafa.  Se você realmente está sério a respeito de enviar transmissões que tenham quaisquer chances de serem recebidas, você deveria enviar bilhões de garrafas.  Você precisa transmitir continuamente – não somente por um ano ou uma década.  Neste momento, não somos muito bons em fazer planos para 10.000 anos, mas definitivamente pensar em transmitir está em nosso futuro a longo prazo.

PS: Se finalmente formos capazes de transmitir, o que deveríamos dizer?

JT: Nós humanos, como uma espécie, precisamos decidir.  Agora há um projeto para fazer um crowdsource de um auto retrato da Terra, a fim de ser enviado para a espaçonave New Horizons, que está a caminho de Plutão, e então deixará nosso sistema solar.  Neste ponto, estamos pedindo para as pessoas submeterem somente uma palavra. “Curiosidade” e “esperança” são prevalentes, mas “medo” e “guerra” estão lá também.  Umas das questões mais interessantes é se uma multidão irá revelar a verdade – o quanto do nosso lado negro incluiremos.

PS: O que você acha a respeito de enviar seres vivos para fora do nosso sistema solar?

JT: Posso visualizar sondas pequenas e inteligentes sendo capazes de fazer uma exploração espetacular.  Eu não sei nada sobre viagem espacial biológica.  Mas, isto é precisamente o porquê de eu ter me registrado ao projeto Espaçonave de 100 anos, o qual almeja tornar realidade uma viagem além do nosso sistema solar dentro do próximo século.

PS: Isto seria realista?

JT: Eu levo a segunda lei do escritor de ficção científica, Arthur C. Clarke, muito seriamente: “A única forma de descobrirmos os limites do possível e a de aventurar um pouco além deles, para dentro do impossível”.

Este artigo apareceu originalmente na edição de setembro de 2014 da revista Popular Science.

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Fonte: Popular Science, via www.popsci.com