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‘Equação de Drake’: É quase impossível não haver vida inteligente lá fora!

Tempo de leitura: 3 minutos

Você conhece a Equação de Drake?  Mesmo que já conheça, sempre é bom relembrar, mas antes, vamos conhecer a pessoa que a formulou, como descrito pela Wikipedia:

Frank Donald Drake.

Drake nasceu em Chicago e, durante a juventude, ele amava eletrônica e química. Ele afirma ter considerado a possibilidade de existência de vida em outros planetas com apenas 8 anos de idade, mas não teria discutido tal ideia com ninguém devido às ideologias religiosas da época.

Ele começou a estudar astronomia na Universidade Cornell. Suas ideias sobre a possibilidade de vida extraterrestre foram reforçadas após ouvir uma palestra do astrofísico Otto Struve em 1951. Pouco depois, ele trabalhou brevemente como técnico de eletrônica da Marinha americana no USS Albany. Após o serviço militar, ele graduou-se em radioastronomia em Harvard.

Embora esteja intimamente ligado à pesquisa sobre civilizações extraterrestres, Drake começou a carreira como radioastrônomo no então recém-inaugurado National Radio Astronomy Observatory (Observatório Nacional de Rádio Astronomia dos Estados Unidos), em Green Banks, Virgínia Ocidental. Mais tarde trabalhou no Laboratório de Jato-Propulsão da NASA. Em suas pesquisas, ele descobriu a ionosfera e a magnetosfera de Júpiter. Como pesquisador, Drake envolveu-se com os primeiros estudos sobre os pulsars.

Nos anos 1960, Drake supervisionou a conversão do Observatório de Arecibo em radiotelescópio. Em 1972, Drake projetou, com Carl Sagan, a Placa Pioneer, a primeira mensagem enviada ao espaço. Dois anos depois, ele escreveu a Mensagem de Arecibo. Mais tarde ele foi supervisor na produção do Disco de Ouro da Voyager.

Drake trabalhou como Professor de Astronomia na Universidade Cornell entre 1964 e 1984. Desde então, ele é Professor Emérito de Astronomia e Astrofísica na Universidade da Califórnia em Santa Cruz.

 Veja agora a equação que Frank Drake formulou, a fim de estimar o número de planetas que poderiam abrigar a vida inteligente na galáxia, levando em consideração alguns fatores (relacionados abaixo).

N = o número de civilizações em nossa galáxia com as quais comunicação poderia ser possível;
R* = a taxa média de formações de estrelas por ano em nossa galáxia;
ƒp = a fração dessas estrelas que possuem planetas;
ne = o número médio de planetas que podem potencialmente abrigar a vida, por estrela que tem planetas;
ƒℓ = a fração dos planetas acima, que poderiam desenvolver vida em algum momento;
fi = a fração dos planetas acima, que realmente desenvolvem vida inteligente;
ƒc = a fração de civilizações que desenvolvem tecnologia necessária para liberar sinais para o espaço, que poderiam ser detectáveis;
L = o tanto de tempo que tal civilização libera esses sinais detectáveis para o espaço.

Em 2001, uma rigorosa estimativa usando a Equação Drake foi implementada, levando em consideração o número de planetas que estão na ‘zona habitável’, que é a área ao redor de uma estrela, onde a água se encontra em estado líquido, a temperatura é ideal e a fotossíntese é possível (isto é, para formas de vida tal como conhecemos).  Os resultados mostraram que, estatisticamente, centenas de milhares de planetas poderiam abrigar a vida em nossa galáxia. Os resultados também indicaram que planetas habitáveis similares à Terra poderiam existir a somente algumas centenas de anos luz de nós.

Mesmo sem a Equação de Drake, lembramos que os astrônomos têm estimado a existência de 200 bilhões a 400 bilhões de estrelas, somente em nossa galáxia, Desta forma, fica claro que a não existência de vida fora de nosso sistema solar é uma impossibilidade.

E se levarmos em consideração que nossa história como ‘humanos’ aqui na Terra é de somente alguns milhares de anos, e que há uma grande possibilidade de que exista outras raças que tenham milhões, senão bilhões de anos em evolução, (se é que a evolução exista como nós a compreendemos hoje), parece ser perfeitamente plausível que estas civilizações já tenham solucionado o ‘problema das distâncias’ entre sistemas solares e estejam mesmo nos visitando.

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