Nossos ancestrais humanos são 1 milhão de anos mais velhos do que pensávamos

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Partículas do espaço sideral ajudaram a refinar as estimativas de idade dos ancestrais sul-africanos dos humanos.

Quatro crânios diferentes de Australopithecus que foram encontrados nas cavernas de Sterkfontein, na África do sul. Imagem: Jason Heaton e Ronald Clarke, em cooperação com o Museu de História Natural Ditsong.

Os cientistas usaram as assinaturas de partículas do espaço sideral para descobrir que os ossos dos primeiros ancestrais humanos encontrados no “Berço da Humanidade”, um importante sítio fóssil na África do Sul, são um milhão de anos mais velhos do que se supunha anteriormente. Isso sugere que os progenitores dos humanos viveram nesta área entre 3,4 a 3,6 milhões de anos atrás, relata um novo estudo.

Os resultados reescrevem a linha do tempo do Australopithecus, uma família de primeiros “hominídeos” que eventualmente deu origem à nossa própria espécie, Homo sapiens, e resolvem um debate de longa data sobre a idade dos fósseis de Sterkfontein, um antigo sistema complexo de cavernas que contém mais restos de Australopithecus do que em qualquer outro lugar da Terra.

Pesquisadores liderados por Darryl Granger, professor de ciências terrestres, atmosféricas e planetárias da Universidade de Purdue, concluíram que “fósseis de Australopithecus do depósito mais rico de hominídeos… em Sterkfontein, na África do Sul, são consideravelmente mais antigos do que anteriormente argumentado por alguns“.… em um estudo publicado na segunda-feira em Proceedings of the National Academy of the Sciences.

Os resultados mostram que os indivíduos de Sterkfontein eram contemporâneos do Australopithecus afarensis, a espécie à qual pertence o famoso exemplar “Lucy”, o que refuta o “conceito amplamente aceito” de que esses habitantes das cavernas descendiam do A. afarensis, relata o estudo.

O pesquisadores disseram no novo trabalho:

“A contemporaneidade das duas espécies agora sugere que uma árvore genealógica mais complexa prevaleceu no início do processo evolutivo humano. As datas destacam as limitações das estimativas de idade da fauna anteriormente utilizadas para os locais sul-africanos.”

Granger e seus colegas conseguiram produzir essa estimativa de idade atualizada examinando a rocha que envolve os ossos do Australopithecus, que contém o mineral cristalino quartzo. Elementos dentro dessas amostras de quartzo, incluindo alumínio e berílio, foram bombardeados com raios cósmicos, que são partículas de alta energia que se originam além do sistema solar.

Essas interações criam variações radioativas desses elementos chamados isótopos – neste caso, alumínio-26 e berílio-10 – que decaem em um padrão de relógio que é extremamente útil para datar restos fósseis. Este método é mais confiável do que as estimativas anteriores baseadas em depósitos de pedra na mesma camada de sedimentos dos fósseis, que produziram uma idade de cerca de 2,1 a 2,6 milhões de anos.

Como pedras e fósseis colapsaram em algumas das camadas de cavernas antigas juntas, algumas pedras podem se originar de eras diferentes dos fósseis próximos a elas. A equipe enfatizou que a descoberta demonstra como as camadas de sedimentos são misturadas nesses locais, uma característica que deve ser levada em consideração em pesquisas futuras.

A idade atualizada desses antigos antecessores humanos fornece “uma imagem mais completa da presença e evolução dos hominídeos no sul da África” e aumenta “o alcance geográfico e a diversidade taxonômica dos hominídeos” durante esse período, disseram os pesquisadores no estudo. Como resultado, a pesquisa abriu uma nova janela para o amanhecer da humanidade, revelando os complexos fios de nossa espécie e seus ancestrais extintos.

(Fonte)


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