A Criação: Um ato intencional

Tempo de leitura: 3 min.

O geólogo e escritor Gregg Braden é o autor de ‘Humans by design‘ (Sirius), obra da qual extraímos o texto deste artigo, em que o conhecido autor mostra a evidência mais poderosa que surgiu nos últimos anos sobre o fato de que os seres humanos são o resultado de um projeto genético e um plano evolutivo elaborado por algum tipo de ‘planejador’.

Crédito: depositphotos

Quase universalmente, as escrituras das tradições espirituais mais antigas e respeitadas do mundo concordam que nós, humanos, estamos apegados a algo que nos transcende e está além de nosso ambiente imediato. E por mais diferentes que essas tradições sejam umas das outras, suas explicações sobre a história da origem do ser humano guardam uma estranha semelhança. Algumas de suas ideias comuns são:

– Uma inteligência avançada e um ato deliberado são responsáveis ​​por nossa origem.

– O uso de termos como “eles” ou “anjos” (nas línguas antigas faladas pelos autores desses textos) ao expor a criação humana aponta para a intervenção de uma inteligência de grupo.

– Descrições explicando que somos um produto da poeira/lama/solo de nosso planeta fundido com uma essência que não é deste mundo.

– Nas três tradições abraâmicas – judaísmo, cristianismo e islamismo – o pó ou lama da terra é usado para criar o primeiro corpo de um ser humano.

– Uma vez formado o primeiro corpo humano, por exemplo, a vida é ‘inspirada’ nele pelo nariz, e o sangue de uma inteligência superior se mistura com o corpo da primeira pessoa.

Somos um desenho genético dos deuses

Tradições antigas explicam em detalhes a natureza íntima de nossa criação e como, como nossos ancestrais, fomos infundidos com o que é descrito como uma centelha especial de uma essência misteriosa, eternamente nos ligando uns aos outros e com algo que não podemos ver, mas isso existe além do nosso mundo físico. Esses detalhes foram amplamente removidos das versões atuais da Bíblia cristã, mas a literatura hebraica antiga, como a Hagadá e certos pergaminhos ‘perdidos’, mostram que tal detalhe foi planejado nos textos originais. Essa centelha mística, que até hoje a ciência não conseguiu medir, é o que nos diferencia de todas as outras formas de vida na Terra.


Criação no Judaísmo e Islã

Os temas recorrentes das antigas histórias da criação são as descrições da origem do ser humano como obra de seres mais avançados e de outros mundos. As tradições orais do Midrash e da antiga Cabala hebraica, por exemplo, falam do criador fazendo este pedido a seus anjos:

“Tragam-me pó dos quatro cantos da Terra, e com ele criarei o homem”.

Em termos semelhantes, no Alcorão é dito que Deus criou a humanidade com elementos naturais:

“Nós os criamos do pó.”

No entanto, em outra passagem do Alcorão, o nascimento do homem é atribuído à ação de Deus com a água:

“Ele (Deus) criou o homem da água.”

Essas duas últimas descrições podem parecer contraditórias, mas uma leitura cuidadosa dos versículos esclarece o mistério. Na primeira descrição, a história da origem de Adão no pó faz parte de uma sequência mais longa na qual são explicados os eventos que levaram aos primeiros seres vivos. Os versos revelam que após a origem de Adão da terra houve um processo de criação progressiva de mais modos de vida à medida que o primeiro humano começou a tomar forma.

Na explicação diz-se que depois de ser criado da terra, o ser humano foi constituído destes elementos:

“Um pequeno germe de vida, depois um coágulo de sangue, depois um pedaço de carne, completo e incompleto, e assim contamos a você para que você entenda.”

Desta forma, o Alcorão enriquece as descrições tradicionais da criação de Adão, fornecendo detalhes sobre como o ‘pó’ se torna carne.

A estranha mutação que nos fez humanos

O pensamento passado sobre nossa origem foi disjuntivo. Se nossa história não é a da evolução, a alternativa a que se recorre automaticamente é a dos criacionistas, que afirmam que nossa origem é divina, semelhante àquela contada na história bíblica. Com esse tipo de pensamento, toda a bagagem da doutrina religiosa do criacionismo, por um lado, e toda a bagagem dos fanáticos da ciência que se apegam à teoria da evolução, por outro, tornaram praticamente impossível pensar em uma terceira possibilidade. No entanto, estudos de DNA revelam que existe essa possibilidade.

Algum tipo de força que até hoje a ciência não conseguiu explicar é responsável pela precisão, timing e perfeição das mutações que nos fazem o que somos.

O fato científico da mutação que deu origem ao gene FOXP2 e possibilitou a complexa fusão de linguagem e DNA, e da qual nasceu o cromossomo 2 humano e permitiu as funções cerebrais avançadas a ele associadas, além das evidências que indicam que tal mutações não podem ser atribuídas apenas à evolução, nos convida a pensar em algo que está além do criacionismo e da evolução para determinar a origem de nossa espécie. Para os propósitos desta discussão, e respeitando o fato de que essas mutações ocorreram, embora reconhecendo que algo diferente da evolução contribuiu para elas, chamaremos nossa terceira possibilidade de “mutação dirigida”.

Um novo paradigma de existência

A expressão diz tudo. Algum tipo de força que até hoje a ciência não conseguiu explicar é responsável pela precisão, pelos tempos e pela perfeição das mutações que nos fazem o que somos. Essa força desconhecida dirigiu as mutações que a ciência mostrou que ocorreram. A expressão “mutação dirigida” descreve com precisão a realidade a que se refere, mas também levanta a questão óbvia de quem, ou o quê, dirigiu essa mutação.

A mera contemplação da possibilidade de uma mutação direcionada nos leva, como é evidente, a um terreno historicamente reservado para explicações religiosas de nossa existência ou, mais recentemente, para explicações extraterrestres fora do domínio da ciência, pelo menos a ciência como hoje conhecemos. A ciência é baseada na compreensão da natureza e das muitas manifestações do mundo natural, portanto, uma explicação sobrenatural da origem do ser humano está, por definição, além da natureza e da compreensão científica.

Minha opinião, como cientista, é que a possibilidade de mutação dirigida transcende a teoria de Darwin e o criacionismo. É minha opinião que a evidência agora disponível não aponta para uma explicação sobrenatural, mas sim leva diretamente a uma nova e ampliada interpretação do mundo natural e da própria natureza. Parece que essa nova interpretação tem o potencial de nos catapultar anos-luz para longe das ideias restritivas sobre nossa origem que aceitamos no passado. Em outras palavras, a disposição de aceitar as verdades mais profundas de nossa origem pode nos levar a finalmente compreender os mistérios mais profundos do cosmos e conhecer nosso lugar nele.

-Gregg Braden

(Fonte)


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