Astrônomos detectam laser galáctico vindo dos espaço profundo

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Uma equipe de astrônomos descobriu um laser – tecnicamente um “megamaser” – vindo de uma colossal distância de cinco bilhões de anos-luz da Terra, tornando-o o mais distante de seu tipo já detectado, relata a CBS News.

Dentro de uma fusão de galáxias estão as moléculas de hidroxila, compostas por um átomo de hidrogênio e um átomo de oxigênio. Quando uma molécula absorve um fóton com comprimento de onda de 18 cm, ela emite dois fótons de mesmo comprimento de onda. Quando o gás molecular é muito denso, normalmente quando duas galáxias se fundem, essa emissão fica muito brilhante e pode ser detectada por radiotelescópios como o MeerKAT.

São 58 bilhões de bilhões de bilhões de quilômetros, se você estiver contando. Em outras palavras, o tempo que levou para a luz chegar aqui pode ser maior que a idade do sistema solar.

Não, quase certamente não é uma antiga civilização alienígena apontando um gigantesco ponteiro laser para a Terra do outro lado do cosmos. A alternativa também é bastante épica, porque o megamaser é provavelmente o resultado de duas galáxias colidindo violentamente, sugerem os astrônomos.

A descoberta pode testar o que já sabemos sobre a evolução das galáxias e o que acontece quando elas se fundem com outras.

Marcin Glowacki, principal autor de um novo estudo a ser publicado no The Astrophysical Journal Letters, informou em um comunicado:

“Quando as galáxias colidem, o gás que elas contêm se torna extremamente denso e pode disparar feixes de luz concentrados.”

As colisões galácticas são alguns dos eventos mais violentos que conhecemos no Universo, liberando quantidades inimagináveis ​​de energia no processo.

O coautor, Jeremy Darling, da Universidade do Colorado, informou em uma nota separada:

“Os megamasers OH agem como luzes brilhantes que dizem: aqui está uma colisão de galáxias que está criando novas estrelas e alimentando buracos negros massivos.”

A descoberta é uma importante prova de conceito para o observatório sul-africano chamado MeerKAT, que os cientistas usaram para fazer a descoberta.

Glowacki disse:

“Este é o primeiro megamaser de hidroxila desse tipo a ser observado pelo MeerKAT e o mais distante visto por qualquer telescópio até o momento. É impressionante que, com apenas uma única noite de observações, já tenhamos encontrado um megamaser recorde. Isso mostra o quão bom é o telescópio.”

Os cientistas já estão animados com a perspectiva de futuras descobertas como essa.

Darling disse:

“O MeerKAT provavelmente dobrará o número conhecido desses fenômenos raros. Acreditava-se que as galáxias se fundiam com mais frequência no passado, e os recém-descobertos megamasers OH nos permitirão testar essa hipótese.”

(Fonte)


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