Vulcão que pode gerar tsunami em todo o Atlântico entra em alerta amarelo

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O vulcão Cumbre Vieja, localizado nas Ilhas Canárias, aumenta sua atividade sísmica, fazendo com que os cientistas o coloquem em alerta amarelo. Caso haja um desmoronamento de sua encosta, ele poderá causar um tsunami que tem o potencial de atingir grande parte da costa leste das Américas, e sim, isto inclui o Brasil.

“Enxame” de terrmotos têm ocorrido nos últimos dias no vulcão Cumbre Vieja, colcando-o em alerta amarelo.

A crise vulcânica-sísmica continua a evoluir. Durante as últimas 24 horas, os terremotos se moveram para o oeste e se tornaram mais superficiais, relatou o Instituto Geográfico Nacional (IGN). Isso provavelmente reflete a contínua intrusão e migração de magma sob a superfície, apoiada também pela contínua deformação da superfície na mesma área dos terremotos. Em alguns lugares, o solo já foi elevado em 1,5 cm. A probabilidade de uma erupção aumentou, portanto, e a situação está sendo acompanhada de perto, embora ainda não haja certeza se resultará ou não em uma nova erupção do vulcão.

Mais de 2.000 terremotos em 4 dias

Desde o início da série sísmica às 3:18 (UTC) em 11 de setembro até às 8:00 hora local de ontem, 2.935 terremotos foram detectados na área sul da ilha de La Palma. Destes, 616 eram grandes o suficiente para ter seus epicentros e profundidades localizados. O maior terremoto ocorreu ontem às 06:00 com uma magnitude provisória de 3,9.

Anomalias na atenuação sísmica que existem atualmente sob a ilha de La Palma causaram a superestimação da magnitude, relatou o IGN, e revisou a magnitude para apenas 3,5. De qualquer forma, os terremotos maiores agora estão sendo frequentemente sentidos e relatados por moradores, que estão cada vez mais preocupados com a situação sob seus pés.

O forte enxame de terremotos continua abaixo de Cumbre Vieja, e agora PEVOLCA elevou o nível de alerta para Amarelo, citando a ocorrência repetida de enxames de terremotos desde 2017, sendo este o mais forte e também o mais raso, sugerindo que o magma está subindo lentamente para a superfície. As medições do fluxo do gás Hélio-3 também indicam isso.

A maioria dos terremotos ocorre em profundidades rasas em torno de 8-12 km, sugerindo que um novo magma está invadindo um reservatório sob o vulcão. Se isso pode ou não estar levando a uma nova atividade vulcânica, é impossível dizer neste estágio, já que parece não haver outros sinais de agitação vulcânica significativa neste estágio.

Enxames de terremotos semelhantes também ocorreram no passado, mais recentemente no final de dezembro do ano passado; no entanto, naquela época, os terremotos eram mais profundos (a cerca de 30 km de profundidade), o que poderia indicar que o magma agora subiu mais alto nos sistemas de armazenamento subterrâneo do vulcão.

O vulcão La Cumbre Vieja entrou em erupção pela última vez em 1971 e é considerado um dos vulcões mais ativos das Ilhas Canárias. A situação claramente merece um monitoramento próximo.

(Fonte)

Colaboração: MaryH


Realmente não se sabe se a encosta do vulcão irá mesmo desmoronar e qual seria o resultado. Contudo, vários estudos indicam que há muitas zonas de risco neste lado do Atlântico e isto inclui toda a costa brasileira.

Abaixo, um trecho de um artigo publicado no site MetSul.com a respeito dessa possibilidade:

Um trabalho publicado pela Universidade Federal do Paraná, Mauro Gustavo Reese Filho observa que o Oceano Atlântico não é famoso pela sua capacidade de gerar tsunamis, mas que o vulcão ativo Cumbre Vieja poderia ser o agente responsável por um evento desta natureza na região. Segundo o pesquisador, a estimativa é que uma próxima erupção poderia desestabilizar a encosta da ilha e gerar um tsunami que percorreria distâncias transatlânticas e que atingiria o praticamente todos os países banhados pelo Oceano Atlântico.

“A partir da modelagem de tal evento, obteve-se a informação que toda a costa brasileira será afetada. A possibilidade de ocorrência deste evento por si só deveria ser razão para a prevenção de todo os tipos de danos na costa brasileira, porém até o momento nada foi feito. A falta de informação é a principal causadora deste problema, pois inclusive no meio geológico muitas pessoas não sabem sobre tal fato”, pondera o autor.

“Toda a população costeira deve ser conscientizada, em especial do Norte e Nordeste do Brasil, pois seriam os principais afetados, e assim evitaríamos s danos pessoais. Estudos mais recentes dizem que as chances de ocorrência são remotas e longínquas, no entanto, o estabelecimento de sistemas de alarme que possibilitam a evacuação de áreas é justificável quando se trata de vidas humanas”, advertiu Resse em seu trabalho.

Vamos torcer para que nada disso ocorra, pois a última coisa que o mundo precisa nesses tempos difíceis é uma catástrofe como esta.

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