Estariam mortas maioria das civilizações avançadas na galáxia?

Tempo de leitura: 2 min.
A vida alienígena mais inteligente se extinguiu? Crédito da imagem: CC BY-SA 3.0 Luciano Mendez

Encontrar evidências de que não estamos sozinhos no universo tem sido uma busca ao longo da vida para muitos astrônomos, apesar da tarefa ser semelhante a procurar uma agulha em um palheiro.

Agora, porém, um novo estudo escrito por três físicos do Instituto de Tecnologia da Califórnia (bem como um aluno daquela escola) apresentou a conclusão um tanto infeliz de que a maioria das civilizações alienígenas inteligentes na nossa galáxia, a Via Láctea, provavelmente se destruíram há muito tempo.

A pesquisa envolveu uma combinação de astronomia moderna e modelagem estatística para calcular o surgimento e a destruição de civilizações inteligentes ao longo do tempo.

O estudo produziu efetivamente o que poderia ser considerado uma versão atualizada da famosa equação de Drake – uma fórmula criada pelo astrônomo Frank Drake e popularizada pelo astrônomo Carl Sagan que tentou determinar o número de civilizações extraterrestres inteligentes em nossa galáxia, com base em múltiplos fatores como o número de planetas que se formam e quantos deles desenvolvem vida.

O co-autor do estudo, Jonathan H. Jiang, disse:

“Desde a época de Carl Sagan, tem havido muita pesquisa. Especialmente desde o Telescópio Espacial Hubble e o Telescópio Espacial Kepler, temos muito conhecimento sobre as densidades [de gás e estrelas] na galáxia Via Láctea e taxas de formação de estrelas e formação de exoplanetas … e a taxa de ocorrência de explosões de supernova.”

Os autores do estudo finalmente determinaram que quaisquer civilizações que existam hoje na Via Láctea serão relativamente jovens, com a maioria das mais antigas já se extinguindo.

Elas também estarão situadas principalmente ao longo de uma faixa de estrelas semelhantes ao Sol a aproximadamente 13.000 anos-luz do núcleo galáctico.

Dado que não temos ideia de quanto tempo pode levar uma civilização para se auto-destruir, seria justo dizer que ainda há uma margem de erro significativa nessas descobertas.

(Fonte)

Eles podem usar os computadores que quiserem, mas nunca saberão a realidade sem terem viajado pela galáxia e testemunhado com seus próprios olhos tudo que há lá fora.

Dizer, a partir de um estudo feito por modelagem estatística sem dados comprobatórios concretos, que a maioria das civilizações inteligentes já se auto-destruíram é o mesmo que dizer que no oceano não há baleias quando se estuda somente o que está contido numa garrafa de água retirada do mar.

O porquê deles perderem tempo com essas afirmações fundadas em achismos é até divertido: eles têm que “mostrar serviço”, mas não podem contrariar a ciência convencional durante esse processo (entre outras coisas).

n3m3

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