Ad Astra: colônias fora do mundo são shoppings em ruínas (filme)

Tempo de leitura: 2 min.


Não sei quanto a vocês, mas no meu navegador está aparecendo bastante propaganda do filme Ad Astra. Curioso, fui atrás de mais informações, já que ultimamente não tenho tido o luxo de ir aos cinemas, e encontrei essa…

Vamos desvendar o óbvio: se você já assistiu ‘Apocalypse Now‘ ou leu ‘O Coração das Trevas‘ – ou conhece ‘2001: Uma Odisseia no Espaço‘, ‘Solaris‘, ‘Interestelar‘ ou até “Gravidade‘ – então o novo filme mal humorado de Brad Pitt “Ad Astra” vai parecer bastante familiar.

E tudo bem. Como se costuma dizer, se não está quebrado, não conserte.

O que está quebrado, por qualquer definição razoável do termo, é a infraestrutura interplanetária em ‘Ad Astra’. O filme mostra uma falha sistêmica profunda e relacionável. A humanidade saiu do mundo, construiu uma economia orbital e depois a assistiu desintegrar-se lentamente, como sua cidade natal após o fechamento de uma fábrica.

É difícil dizer se essa visão é plausível, mas é emocionalmente ressonante.

O filme continua investigando temas semelhantes de maneiras diferentes. Spoilers à frente: há uma colônia da Lua, com certeza, mas parece um aeroporto em ruínas, completo com escadas rolantes e um Applebee. E do lado de fora dos portões da colônia, os viajantes são avisados ​​para não se desviarem para territórios disputados, onde bandidos armados atacam os visitantes como uma versão lunar de ‘Mad Max‘.

Há também uma base de Marte lindamente decrépita, que tem a sensibilidade do design de uma franquia de fast-food de estuque – e também uma sensação de abandono ainda mais profundo do que a colônia da Lua. É pouco povoada, suja e, a certa altura, o personagem de Pitt passa pelo que parece ser um cachorro selvagem.

Ah, sim, e há o habitat espacial condenado, onde a pesquisa com animais foi tão longe dos trilhos que os primatas famintos desenvolveram um gosto pela carne humana. E uma antiga estação espacial perto de Netuno, onde os habitantes encontraram um terrível … bem, não vamos revelar tudo.

A propósito, tudo isso é visualmente atraente. E a trilha sonora é fantástica.

Talvez isso seja suficiente para desculpar a trama sem detalhes… Tipo, ‘Ad Astra‘ está bem. Mas parece um universo fictício – sistema solar fictício? – isso poderia servir de cenário para uma história muito mais interessante. É mais atraente imaginar o espaço como um shopping em ruínas do que um templo brilhante e sancionado pela NASA.

Essa ideia não é totalmente original – James Cameron experimentou algo semelhante na primeira meia hora de ‘Aliens‘ em 1986 – mas é uma visão intrigante de um futuro em que uma economia orbital bombou e depois quebrou, deixando os que a adotaram para secar através do sistema solar.

Talvez isso seja inevitável em qualquer lugar.

(Fonte)


Abaixo, trailers em português:

n3m3

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