Mistério: O que aconteceu com o enorme ‘cruzador da neve’ da Antártica na expedição do Almirante Byrd?

Tempo de leitura: 3 min.

Imagine um enorme veículo de 20.000 quilos, 17 metros de comprimento e 6,06 metros de largura, com pneus gigantes pesando 860 Kg cada e motorizado por dois motores diesel de 200 hp cada.  Em seu topo, ele carregava um avião de reconhecimento da Marinha e foi projetado especialmente para ser utilizado nas terras geladas e desoladas do Polo Sul.

E isto foi exatamente o que aconteceu em 1939. Este gigantesco ‘cruzador da neve’ carregava cinco homens, um biplano da Marinha, e equipamento suficiente para uma viagem de exploração com a duração de um ano… mas ele está desaparecido.

A história oficial nos conta que o ‘cruzador da neve’ da Antártica foi projetado para facilitar o transporte naquele continente, enquanto sua tripulação consistia de cientistas conduzindo experimentos sismológicos, mensurações de raios-cósmicos e amostragens do gelo.

Porém, é muito mais provável que o veículo tenha sido usado para uma operação secreta liderada pelo Almirante Richard E. Byrd.

Como os Estados Unidos sabiam que a Alemanha estava conduzindo uma expedição secreta na Antártica, o Almirante Byrd recebeu ordens confidenciais da Casa Branca para montar uma expedição até o continente gelado, e essas ordens eram um segredo do Departamento de Estado, com até mesmo a existência das ordens sendo mantidas em segredo.

O possível razão para a expedição… os estadunidenses queriam ser os primeiros a entrar e explorar as legendárias terras dentro da Terra, além do polo.

Interessante saber que esta máquina da neve foi apresentada em todas as manchetes de jornal a respeito das preparações para a Expedição à Antártica de 1939, e por meses os estadunidenses haviam lido sobre todos os detalhes a respeito do progresso da fabricação desta máquina monstruosa.

Mas após o ‘cruzador da neve’ chegar na Pequena América, na Baia das Baleias, Antártica, no início de janeiro de 1940, o mistério começou.   Dali para frente a máquina nunca mais foi mencionada nos jornais e era como se ela nunca tivesse existido.

Havia somente um artigo final na edição do The New York Times, de 15 de maio de 1940, detalhando o relatório do Almirante Byrd sobre as descobertas da Expedição à Antártica de 1939.

O almirante reportou que a expedição “conseguiu muito mais do que pensavam ser possível, inclusive a descoberta de 1.450 Km de linha costeira desconhecida que os exploradores haviam procurado por centenas de anos, mas também em seu artigo ele nunca mencionou o ‘cruzador da neve’. Ainda mais estranho é que nunca lhe foi perguntado sobre o veículo.  Foi como se a máquina gigante que estava na mente e boca de todos antes de Byrd partir nunca existiu.

Durante o Operação Highjump, no final de 1946, uma expedição encontrou o veículo abandonado, mas dentro dele tudo estava exatamente como a tripulação havia deixado, com papeis, revistas e cigarros esparramados no seu interior. O cruzador da neve precisava somente de ar nos pneus e a alguma manutenção para torná-lo operacional novamente.

Em 1958, uma expedição internacional desenterrou o cruzador da neve novamente, usando uma escavadora mecânica.  Ele estava coberto por vários metros de neve e um longo bambu marcava sua posição.

Expedições posteriores não reportaram nenhum traço do veículo e agora, mais de 75 anos mais tarde, ainda não se tem certeza de onde está o cruzador da neve, e a questão que permanece é: O que aconteceu com a monstruosa máquina,bem como os dados que ela foi projetada para agregar, e a tripulação e equipe de apoio que foram deixadas para trás para conduzir a tarefa?

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Fonte

Almirante ByrdAntárticacruzador da nevemistérioOH
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  • Fernando Ramos

    Ao longo dos anos muito se falou desta expedição, da frota que foi reunida para essa missão, etc.
    Nós últimos anos também, têm surgido inúmeros indivíduos alegando ter participado em missões e projectos secretos. Tão secretos que segundo eles se passaram na Lua, em Marte, no espaço a bordo de naves interestrelares do projecto Solar Warren e… nem sequer um membro da frota do Almirante apareceu para dar o seu testemunho?
    Isso levanta outras questões que passam pela veracidade dos testemunhos e/ou acontecimentos.
    Alguém tem algum testemunho de quem participou na expedição do Almirante Byrd ou todos os intervinientes foram eliminados?

  • Guerreiro

    O fato do cruzador ter sido encontrado coberto de neve pode ser explicado por uma avalanche ou os próprios cientistas e outras pessoas que participaram da expedição podem o ter enterrado. O mais estranho que achei foi o bambu encontrado, pois seria uma forma de alertar que era ali onde se encontrava o cruzador. Muito estranho mesmo, talvez entre na galeria dos mistérios que nunca serão resolvidos.

  • Francisco M. A.

    E da onde saiu este bambu pois pelo que sei nestas regiões geladas não a este tipo de vegetação

    • Okan

      Provavelmente era mais um dos recursos transportados para lá e utilizados naquela época.

    • LCF

      O bambu era usado para fazer fogo para aquecer os motores e o pessoal.

      • Tmago

        O bambu era pra prender o molinete p pescar. De caniço e samburá. Bambu ? Sim iriam plantar p trazer os pandinhas p habitarem. Se fosse eucalipto eu diria q era pra criar Et de Varginha. Vejo apenas 2as intenções nessas histórias da Antártida.

        • LuaPequena

          Oi Mago !
          ET de Varginha gosta mesmo é de DANONINHO !
          Esqueceu ?
          Abração !

  • Okan

    Poxa! Esse Disqus é chato mesmo heim?! Qualquer mensagem postada com link agora passa pela moderação.
    Haja saco para os moderadores! 🙂
    Abraço Chará!

    • Geraldo Magela Lobo

      E haja saco para os
      comentaristas também! Pelo que se sabe sobre linguagem de
      computador, os programas são cegos, surdos e mudos, ou seja, eles
      não têm inteligencia própria. Em outras palavras, eles(Programas)
      só seguem/obedecem a programação que lhes são impostas pelos
      programadores, ou não?…mas, vamos levando…abraço

      • Okan

        Dessa maneira, só “vamos levando” mesmo! 🙂
        Abraço!

        • Marujo

          “Aqui na terra tão jogando futebol
          Tem muito samba, muito choro e rock’n’ roll
          Uns dias chove, noutros dias bate sol
          Mas o que eu quero é lhe dizeeeeeer …

          que a gente vai levando … “

    • Hannah_Cat

      Chato mesmo! >:(

    • Lênio™

      Não é o Disqus e sim sua configuração pelo dono da casa. Links, o nome do patrão, a palavra c0m@nd@nte e talvez mais coisas provocam isso.

      • Okan

        É link (neste caso) … todas as vezes que posto com link cai na moderação.

        • Lênio™

          Exato, mas essa “chatice” é por conta da configuração que escolheram.

  • sanduul

    um trambolho desses atolou na neve e nao teve maquina pra rebocar…

    • Okan

      Pois estes pneus lisos condenaram o trambolho.
      Sendo que os snowmobile com esteiras para andar na neve, já teria sido inventado em 1937 por Joseph-Armand Bombardier.
      Esse trambolhão aí foi testado, pasmem, em pântanos.

  • A .Guimarães

    A ideia do cruzador é boa mas pneus para a praia é um pouco demais.
    Ir atrás de possível operações nazista na antártica isso dois anos antes de oficialmente entrar na guerra… Depois não querem que aja pensamentos subversivos.

    • Tmago

      Bem observado esse tipo de pneu de dunas. Bem o contrario daqueles q são usados em regiões frias. Trabalhou direitinho ! Devem ter levado p o Egito, e lá foi bazucado pelos radicais.(rs)

  • dora petris

    E a tripulação?

  • francofreitas

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    Bateu no Domo e encalhou….

    • Okan

      Hehehehe! Boa!

  • valter cesar ramos dos santos

    essa jamanta caiu da borda de gelo da terra plana, você duvida disso?

  • valter cesar ramos dos santos

    Esse bird é um fanfarão, contador de estória foi tudo secretamente inventado.