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Tempo de leitura: 5 min.

A Mulher do Sudário: Em busca do verdadeiro rosto da mãe de Jesus

Tempo de leitura: 5 min.

Nos últimos anos, percebi que a questão religiosa pode estar intimamente conectada ao fenômeno OVNI e assim, seguindo a missão do OVNI Hoje, decidi publicar artigos com curiosidades religiosas também. Assim, como pode ser visto neste outro artigo aqui informando que um bispo da Igreja Católica Apostólica Brasileira surpreendentemente declarou que Jesus pode ser um extraterrestre, aqui está um artigo super interessante relacionado à mãe de Jesus, Maria:

A Mulher do Sudário: Em busca do verdadeiro rosto da mãe de Jesus
O que poderia ser o verdadeiro rosto da Virgem (por Átila Soares a partir de arte elaborada pelo também designer Ray Downing). IMAGEM: Átila Soares/Ray Downing.

Por Átila Soares da Costa Filho

Não encontrada, até os dias atuais, nenhuma referência mais detalhada, textual ou artística, sobre como seriam os rostos de Jesus ou de sua família – os personagens mais celebrados da Civilização Ocidental -, cabe à nossa geração, valendo-se de ferramentas contemporâneas, lidar com os escassos fragmentos sobre possíveis evidências que nos restam. Assim, é importante salientar que este experimento que propus, um exercício de especulação, toma em consideração a hipotética legitimidade do Sudário enquanto relíquia cristã, assim como do próprio Catecismo e Teologia de Roma. Também se deixa claro que a Igreja nunca declarou oficialmente a chancela divina do Santo Sudário, apenas considerando-o como uma peça de grande importância enquanto promovedora de profundas manifestações de fé por parte de seus seguidores.

Meu ponto de partida (e base principal para o resultado que seguiria) é a face do homem na mortalha, obtida em 2010 pelo designer gráfico vencedor do Emmy, o americano Ray Downing e seu Studio Macbeth. Este, com a mais avançada tecnologia forense, produziu a que é considerada, até hoje, a mais verossímil aproximação para o que deve ter sido aquele rosto impresso, quando em vida.

Com a ajuda de um software de inteligência artificial e alta tecnologia de redes neurais convolucionais para mudança de gênero, outro para ajustes faciais e alguns retoques artísticos manuais de minha parte – a fim de melhor definir um rosto étnico e antropologicamente feminino -, alcanço o resultado de uma mulher de semblante forte, em torno dos 30 anos de idade. Com efeito, nada que lembre uma Madonna renascentista ou barroca, assim construída para melhor estabelecer uma conexão de serenidade e interiorização com seus devotos, segundo os cânones artísticos antigos. E, com a mesma tecnologia pôde-se chegar à adolescência da Virgem quando, supostamente, teria dado à luz.

Vale observar que as conclusões deste experimento foram aprovadas pelo maior sindonologista do mundo, o pesquisador e conferencista Barrie M. Schwortz, fotógrafo oficial do histórico Projeto STURP. Barrie também é fundador do SHROUD.COM, a maior e mais importante fonte de informações sobre o Santo Sudário que já existiu – e que já incluiu o presente estudo em suas indicações de leitura. Este material também se encontra como matéria de capa na revista italiana “MARIA CON TE” (Milão) e do tablóide polaco-americano “SUPER EXPRESS”, em uma de suas últimas edições. A publicação milanesa possui o selo “Famiglia Cristiana” (Roma) – um dos grupos editoriais de cunho religioso mais tradicionais ainda existentes. E, recentemente, o estudo passou a integrar os arquivos do Departamento de Estudos do Santuário de Fátima, Portugal

A Mulher do Sudário: Em busca do verdadeiro rosto da mãe de Jesus
Uma suposta aparência de Maria na adolescência (por Átila Soares a partir de arte elaborada pelo também designer Ray Downing). IMAGEM: Átila Soares/Ray Downing.

Nisto tudo, entretanto, há que se perguntar: como se chega a uma definição considerável tomando-se apenas o rosto do filho como base? A resposta é muito simples: segundo as Escrituras, José, por ser pai adotivo de Jesus, não teve participação biológica na formação carnal do Messias. A natureza desta consubstanciação (como defende a Igreja Católica) se traduz por uma concomitância teológica cuja consequência foi o Cristo-homem como reprodução biológica exclusivamente da mãe – já que, também sendo Ele Deus, se fizera carne através da “união hipostática da natureza divina e humana”. Então, restaria somente à Maria, sua mãe, esta atribuição no que tange a natureza humana.

Ora, seguindo o milenar pensamento católico, Jesus teria recebido 50% do DNA de Maria, humana, e os outros 50% do Espírito Santo, imaterial, numa concepção completamente imaculada – sobre isto, o Papa Pio IX, no ano de 1854, proclamaria a bula Ineffabilis Deus, definindo a doutrina da Imaculada Conceição de Maria. Cabe aqui também lembrar que Cristo era comumente referido como da “descendência (ou Casa) de Davi” por parte de mãe, “de linhagem real”, o que nos leva a considerar esta condição genética para o Jesus-homem em relação à pessoa de Maria.

Discussões a este respeito são infindáveis, mas é bem razoável supor que o material biológico que definiria a aparência de Jesus, ao achar sua herança genética apenas em Maria (por ser humana e, não, imaterial), teria definido a aparência daquele – o “fruto do ventre” – muito similar ao desta, sua única progenitora carnal.

Partindo disto, mais uma versão do rosto de Maria nos é permitida obter pelos pincéis dos pixels e dos bytes, de algoritmos, de mais matemática, de algumas considerações antropomórficas e de um toque artístico final. Quando a surpreendente tecnologia do século XXI aborda temas tão controversos como os da fé e do invisível, entendemos porque tanto esta como a Ciência jamais deveriam ter sido separadas.

Átila Soares é professor e autor de 4 livros. Com referências em mais de 30 países, é graduado em Desenho Industrial e especialista em História, História da Arte, Igreja Medieval, Filosofia, Sociologia, Antropologia, Arqueologia e Patrimônio. Também é colaborador na revista “Humanitas” (Ed.Escala, São Paulo) e no site “Italia Medievale” (Milão). Ainda integra o comitê científico na Mona Lisa Foundation (Zurique), na Fondazione Leonardo da Vinci (Milão) e no projeto L’Invisibile nell’Arte (Roma).


E para aqueles que acham que o Sudário é uma falsificação, vale notar que a declaração do Museu Britânico e da Universidade Oxford de 1988, de que o Sudário era uma reprodução artística feita na Idade Média está sendo veementemente contestada. Inclusive, o cineasta David Rolfe desafiou aquelas instituições a reproduzirem o mesmo feito.

De acordo com o site The Guardian, ele disse:

‘”Eles disseram que [o Sudário] foi feito por um vigarista medieval, e eu digo: bem, se ele conseguiu, vocês devem ser capazes de fazê-lo também.”

Pois bem, o resultado disso é que hoje David Rolfe oferece um prêmio de US$ 1 milhão para o museu se conseguirem replicar a imagem.

Sem surpresa, um porta-voz do Museu Britânico respondeu:

“Qualquer dúvida atual sobre o sudário seria melhor colocada para aqueles que atualmente cuidam dele na capela real da Catedral de Turim”

E agora, uma notícia recente mostrou que testes utilizando uma nova técnica para datar o manto obteve resultados interessantes.

Veja:

Novo teste data o Sudário de Turim ao tempo de Jesus

Considerado por muitos como o verdadeiro pano de sepultamento do próprio Jesus, o Sudário de Turim – que hoje está situado na Catedral de São João Batista em Turim, Itália – tem sido objeto de intenso escrutínio, controvérsia e debate.

Um dos maiores pontos de discórdia em relação à sua autenticidade é a sua idade. Se fosse genuíno, seria esperado que datasse de 2.000 anos até a época de Jesus, no entanto, um estudo proeminente realizado em 1988 usando datação por radiocarbono parecia sugerir que na verdade tinha apenas 700 anos, levando a sugestões de que era provavelmente uma falsificação medieval.

Agora, no entanto, um novo teste usando uma técnica conhecida como Wide-Angle X-ray Scattering (WAXS) contradiz as descobertas de 1988, indicando que o sudário realmente tem 2.000 anos.

De acordo com o cientista italiano Liberato De Caro, a datação por radiocarbono não é uma técnica confiável para datar tecidos e o novo método de espalhamento de raios X fornece um resultado mais confiável.

Ele disse ao NCR:

“As amostras de tecido geralmente estão sujeitas a todos os tipos de contaminação, que nem sempre podem ser controladas e completamente removidas do espécime datado.

Se o procedimento de limpeza da amostra não for bem executado, a datação por carbono-14 não é confiável.”

Além de datar o sudário na época de Jesus, os cientistas também descobriram vestígios de pólen no tecido que só podem ser encontrados no Oriente Médio.

Se confirmado, acrescentaria mais evidências de que o sudário era de fato o artigo genuíno.

(Fonte)


Para quem ainda não conhece, aqui está um foto do suposto rosto de Jesus que ficou impresso no Santo Sudário:

A Mulher do Sudário: Em busca do verdadeiro rosto da mãe de Jesus

Assim, ficam aqui registrados estes lindos retratos de como poderia a mãe de Jesus se parecer, com base no rosto do Sudário.

Sinceros agradecimentos ao Átila Soares da Costa Filho pelo envio de seu artigo para publicação aqui no OVNI Hoje.

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