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O substituto para a Equação de Drake na arqueologia espacial extraterrestre

Tempo de leitura: 2 min.

Por Avi Loeb
A arqueologia espacial extraterrestre está engajada na busca de relíquias de outras civilizações tecnológicas. Ela se assemelha a uma pesquisa de garrafas plásticas no oceano à medida que se acumulam ao longo do tempo.

O substituto para a Equação de Drake na arqueologia espacial extraterrestre

Os remetentes podem não estar vivos quando encontrarmos as relíquias. Essas circunstâncias são diferentes daquelas encontradas pela famosa Equação de Drake, que quantifica a probabilidade de detectar sinais de rádio de extraterrestres. Esse caso se assemelha a uma conversa telefônica em que a contraparte deve estar ativa quando ouvimos. Não é assim na arqueologia extraterrestre.

Qual seria o substituto da Equação de Drake para a arqueologia espacial? Se nossos instrumentos pesquisassem um volume V, o número de objetos que encontramos em cada instantâneo seria:

N = n * V,

onde n é o número de relíquias por unidade de volume. Suponha, por outro lado, que tenhamos uma rede de pesca de área A, como a atmosfera da Terra ao pescar meteoros. Nesse caso, a taxa de novos objetos cruzando a área de levantamento por unidade de tempo é:

R = n * v * A,

onde v é a velocidade unidimensional característica da relíquia ao longo da direção perpendicular a essa área. Tanto n como v podem ser uma função do tamanho dos objetos. A NASA lançou muito mais espaçonaves pequenas do que grandes. E requer mais energia para lançar objetos mais rápidos.

Tudo isso pressupõe que estamos procurando. Mas há uma probabilidade, a de que alguns cientistas ou políticos possam se comportar como avestruzes e evitar completamente a busca. As equações finais são, portanto:

N = n * V * (1 – 0)

R = n * v * A * (1 – 0)

A probabilidade de encontrarmos objetos tecnológicos extraterrestres depende de nossa vontade de procurá-los, e não apenas se os extraterrestres os enviaram.

Um objeto interestelar de interesse pode ser estudado pelo Telescópio Espacial James Webb (JWST) enquanto passa nas proximidades. Como o JWST está localizado a mais de um milhão de quilômetros de distância da Terra no segundo Ponto de Lagrange L2, ele observaria o objeto de uma direção completamente diferente dos telescópios da Terra. Isso nos permitiria mapear a trajetória tridimensional do objeto com precisão requintada e determinar quaisquer forças incomuns agindo sobre ele, além da gravidade do Sol. Além disso, o JWST seria capaz de detectar o espectro de emissão infravermelha e luz solar refletida do objeto, permitindo inferir potencialmente a composição de sua superfície.

Para obter melhores evidências, seria benéfico aproximar uma câmera do objeto em sua aproximação, conforme planejado pelo Projeto Galileo. Melhor ainda seria pousar no objeto e levar uma amostra dele de volta à Terra, como a missão OSIRIS-REx fez com o asteroide Bennu. Outra oportunidade de colocar as mãos em tal objeto seria examinar os restos de meteoros interestelares que são de origem tecnológica.

Recentemente, tive o privilégio de participar de um fórum WORLD.MINDS com Paula Antonelli, curadora sênior do Museu de Arte Moderna (MoMA) em Nova Iorque. O anfitrião do fórum, Rolf Dobelli, me perguntou:

“Você esperaria encontrar arte em objetos interestelares de uma civilização extraterrestre?”

Minha resposta foi simples:

“O que consideramos arte moderna pode ser antiquado para eles. Se eles nos antecederam em um bilhão de anos, as relíquias podem exibir arte muito mais avançada do que a mostrada no MoMA. Devemos olhar através de novos telescópios sem preconceitos e aproveitar o que eles nos apresentam.”

Sabemos que as leis da física são universais e devem ser comuns a nós e aos extraterrestres. Mas é possível que não compartilhemos as mesmas leis da estética. No entanto, admiração e inspiração podem surgir de um dispositivo tecnológico sofisticado, independentemente de ter sido projetado para ser funcional. Se eu colocar minhas mãos em uma engenhoca do céu, vou trazê-la para Paula e implorar para que ela o mostre no MoMA como arte extraterrestre.

(Fonte)


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