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Exoplaneta próximo pode dar um impulso na busca por vida alienígena

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Exoplaneta próximo pode dar um impulso na busca por vida alienígena
Ilustração artística do recém-descoberto exoplaneta Gliese 486 b, que fica a apenas 26 anos-luz da Terra. (Crédito da imagem: RenderArea)

Os cientistas identificaram um planeta orbitando uma estrela relativamente perto de nosso sistema solar que pode oferecer uma excelente oportunidade para estudar a atmosfera de um mundo alienígena rochoso semelhante à Terra – o tipo de pesquisa que poderia ajudar na busca por vida extraterrestre.

Os pesquisadores afirmaram nesta quinta-feira (4 de março) que o exoplaneta, denominado Gliese 486 b, e classificado como uma “super-Terra”, não é em si um candidato promissor como refúgio para a vida. Ele é considerado inóspito – quente e seco como Vênus, com possíveis rios de lava fluindo em sua superfície.

Mas sua proximidade com a Terra e suas características físicas o tornam adequado para um estudo de sua atmosfera com a próxima geração de telescópios terrestres e espaciais, começando com o Telescópio Espacial James Webb que a NASA planeja lançar outubro.

Isso poderia dar aos cientistas dados para serem capazes de decifrar a atmosfera de outros exoplanetas – planetas além do nosso sistema solar – inclusive aqueles que podem hospedar vida.

O astrofísico e coautor do estudo, José Caballero, do Centro de Astrobiología na Espanha, disse referindo-se à antiga laje de pedra que ajudou os especialistas decifrar hieróglifos egípcios:

“Dizemos que Gliese 486 b se tornará instantaneamente a Pedra de Roseta da exoplanetologia – pelo menos para planetas semelhantes à Terra.”

Os cientistas já descobriram mais de 4.300 exoplanetas. Alguns foram grandes planetas gasosos semelhantes a Júpiter. Outros foram mundos menores e rochosos semelhantes à Terra, o tipo considerado candidato a abrigar vida, mas os instrumentos científicos atualmente disponíveis nos dizem pouco sobre suas atmosferas.

O cientista planetário Trifon Trifonov, do Instituto Max Planck de Astronomia na Alemanha, principal autor da pesquisa publicada na revista Science, disse:

“O exoplaneta deve ter a configuração física e orbital correta para ser adequado à investigação atmosférica.”

Uma ‘super-Terra’ é um exoplaneta com uma massa maior do que o nosso planeta, mas consideravelmente menor do que os gigantes de gelo do nosso sistema solar Urano e Netuno. A massa de Gliese 486 b é 2,8 vezes a da Terra.

Ele está localizado em nossa vizinhança celestial a cerca de 26,3 anos-luz da Terra, tornando-o um dos exoplanetas mais próximos. Ele orbita uma estrela anã vermelha que é menor, mais fria e menos luminosa que o nosso Sol, com cerca de um terço da massa.

O planeta orbita muito perto de sua estrela natal, deixando-o fortemente irradiado. Como a Terra, ele é um planeta rochoso e acredita-se que tenha um núcleo metálico. Sua temperatura de superfície é de cerca de 430 graus C e sua gravidade superficial pode ser 70 por cento mais forte do que a da Terra.

Trifonov disse:

“Gliese 486 b não pode ser habitável, pelo menos não da maneira como a conhecemos aqui na Terra. O planeta possivelmente só tem uma atmosfera tênue, se houver. Nossos modelos são consistentes com ambos os cenários porque a irradiação estelar tende a evaporar as atmosferas, enquanto, ao mesmo tempo, a gravidade planetária é forte o suficiente para retê-la.”

Ainda assim, o Gliese 486 b pode ser ideal para estudar a atmosfera de um planeta semelhante à Terra usando instrumentos do Telescópio Espacial James Webb e do futuro Extremely Large Telescope, um observatório astronômico agora em construção no Chile.

A composição química de uma atmosfera pode dizer muito sobre um planeta e sua habitabilidade. Os cientistas estão interessados ​​em observar a combinação de gases na atmosfera de exoplanetas semelhantes à Terra, com uma mistura de oxigênio, dióxido de carbono e metano como o de nosso próprio planeta, uma indicação potencial de vida.

Caballero acrescentou:

“Tudo o que aprendemos com a atmosfera de Gliese 486 b e outros planetas semelhantes à Terra será aplicado, dentro de algumas décadas, à detecção de biomarcadores ou bioassinaturas: características espectrais na atmosfera de exoplanetas que só podem ser atribuídas à vida extraterrestre.”

(Fonte)


n3m3

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