Anotações queimadas revelam a pesquisa de Isaac Newton sobre o Apocalipse

Tempo de leitura: 3 min.
Anotações queimadas revelam a pesquisa de Isaac Newton sobre o Apocalipse
(Isaac Newton/Sotheby’s)


Sir Isaac Newton, o aclamado físico, matemático e astrônomo, pode ser um dos cientistas mais renomados de todos os tempos, mas sua ampla pesquisa o levou a lugares estranhos, muito distantes do que agora consideramos ser ciência.

Em meio a seu notável legado de produção acadêmica, inúmeros fragmentos e notas não publicadas – muitas descobertas após sua morte em 1727 – permanecem como um testamento de seu longo e supostamente obsessivo interesse em assuntos de ocultismo, alquimia e teoria do apocalipse bíblico.

Essas inclinações místicas – muitas das quais seriam consideradas pensamento herético na época de Newton – são evidenciadas em algumas notas manuscritas fragmentadas que estão sendo leiloadas pela Sotheby’s.

Nesse caso, os textos são literalmente fragmentos, no sentido de que são os sobreviventes chamuscados de um incêndio, que se diz ter sido iniciado por uma vela quebrada acidentalmente derrubada pelo cachorro de Newton, chamado Diamond.

Anotações queimadas revelam a pesquisa de Isaac Newton sobre o Apocalipse
(Isaac Newton/Sotheby’s)

Se essa suposta cadeia de eventos é inteiramente verdadeira não está claro, mas o que está claro é que as folhas queimadas fazem parte do cânone menos conhecido de Newton, lidando com teorias obscuras que hoje os cientistas categorizariam firmemente como pseudociência.

Nas páginas – que no momento da escrita tiveram um lance no leilão de £ 280.000 (cerca de US $ 375.000) – Newton reflete sobre a Grande Pirâmide de Gizé, do antigo Egito, que Newton acreditava ter sido projetada em torno de uma unidade egípcia de medida chamada côvado real.

Newton pensou que, ao quantificar o côvado real, ele poderia ser capaz de refinar suas próprias teorias sobre a gravitação e, ao fazê-lo, fornecer uma medida precisa sem precedentes da circunferência da Terra – enquanto também desbloqueia outras percepções geométricas obscuras e “sagradas”, que podem finalmente prever quando o mundo acabará, como predito na Bíblia.

Gabriel Heaton, especialista em manuscritos da Sotheby’s, disse ao The Observer:

“Ele estava tentando encontrar provas para sua teoria da gravitação, mas, além disso, acreditava que os antigos egípcios guardavam os segredos da alquimia que já foram perdidos. Hoje, essas áreas parecem díspares de estudo – mas não pareciam assim para Newton no século XVII.”

Newton não foi o primeiro a ter esse tipo de ideia e também não foi o último. Embora essa piramidologia já tenha escapado dos limites da ciência atual – dependendo de onde você olha na internet, pelo menos – uma vez, ela consumiu a atenção de uma das maiores mentes do planeta.

A listagem do leilão explica:

“Essas notas são parte da rede surpreendentemente complexa de estudos interligados de Newton – filosofia natural, alquimia, teologia – apenas partes das quais ele acreditou serem apropriadas para publicação.

“Não é surpreendente que ele não publicasse sobre alquimia, uma vez que o segredo era um princípio amplamente defendido na pesquisa alquímica, e as crenças teológicas de Newton, se tornadas públicas, teriam custado a ele (pelo menos) sua carreira.”

(Fonte)


Como podemos ver pelo artigo acima, aquele que os cientistas hoje consideram como um dos pais da ciência moderna tinha mais mente aberta e criatividade em sua unha do dedo mindinho do seu pé do que milhares de cientistas de hoje têm juntos em seus corpos. Mas acredito que mesmo hoje ainda exista cientistas de verdade que, embora de forma oculta, também desempenham suas pesquisas nessas áreas consideradas pela ciência ortodoxa como “fantasia”.

No caso de Newton é fácil saber porque ele tentava ocultar esses estudos, pois afinal pouco tempo antes de sua época – e possivelmente até mesmo durante – ainda queimavam em praça pública pessoas que ousassem falar sobre coisas que eram contra o estabelecimento, principalmente o religioso. E a academia também não perdoava.

Mas e hoje, qual é a desculpa para a maioria dos cientistas ainda ignorarem estudos fora daquilo que lhes foi empurrado goela abaixo pela academia?

Bem, podemos começar pela destruição de caráter e a perda de fundos para pesquisa, entre outras coisas, isso sem contar com a zombaria de colegas que sempre se sentem mentalmente superiores a qualquer pessoa que ouse tocar neste tipo de assunto.

Mas, infelizmente, a ciência e a humanidade perdeu e continua perdendo muito com este tipo de atitude. Claro que há muita coisa que não passa de fantasia, mas mesmo para essas coisas não seria então o papel real da ciência “provar por A + B” que são mesmo fantasias, assim colocando um ponto final na discussão e na dúvida? Esta seria uma forma um tanto mais eficaz de “iluminar” a humanidade.

O que Newton pensava do Apocalipse pode ser visto neste artigo aqui:

n3m3

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