Mais incursões de “drones” misteriosos sobre usinas nucleares dos EUA

Tempo de leitura: 3 min.

David Hambling, contribuidor dos site da Revista Forbes na seção Aeroespacial e Defesa, nos informa que os misteriosos drones que tem aparecido próximos de usinas nucleares nos EUA continuam aparecendo:

Mais incursões de "drones" misteriosos sobre usinas nucleares dos EUA
Central Nuclear de Palo Verde – Unidade 3, local de incursões de drones, fica à direita. WIKIMEDIA CUHLIK


Recentemente, descrevi como um enxame de drones voou em uma área restrita na Usina Nuclear de Palo Verde em duas noites consecutivas em setembro passado. Uma pilha de documentos obtidos sob a Lei de Liberdade de Informação (FoIA) revela como 24 instalações nucleares sofreram pelo menos 57 incursões de “drones” de 2015 a 2019 – e a própria Palo Verde foi invadida novamente em dezembro, apesar das novas medidas de segurança.

Os documentos foram obtidos da Comissão Reguladora Nuclear dos EUA por Douglas D. Johnson em nome da Scientific Coalition for UAP Studies – SCU (Coalizão Científica para Estudos de UAPs/OVNIs). O principal interesse da SCU é em fenômenos aeroespaciais anômalos, mais comumente conhecidos como OVNIs, mas Johnson descobriu uma série de incidentes envolvendo algo menos exótico, mas potencialmente mais ameaçador: drones comerciais.

Nos incidentes de setembro, um enxame de cinco ou seis grandes drones sobrevoou o reator nuclear da Unidade 3 em Palo Verde, no Arizona, por cerca de oitenta minutos, um período de tempo que sugeria que eles estavam realizando uma pesquisa completa no local. Os documentos divulgados na época se referiam a um incidente semelhante na Estação Geradora Nuclear de Limerick, na Pensilvânia.

Johnson enviou uma solicitação de acompanhamento para obter mais detalhes. A resposta foi uma lista concisa de cinquenta e sete incidentes de segurança (de sigla em inglês, SIDs) envolvendo drones, ocorrendo de dezembro de 2014 a outubro de 2019. Isso fornece pouco mais do que a data e o local, sem detalhes do número ou tipo de drones envolvidos. Não sabemos quantos deles envolveram vários sobrevoos de drones simultâneos. No momento em que a lista foi gerada, três dos incidentes estavam listados como ‘Abertos’ e cinco como ‘Fechados Resolvidos’. Mas a esmagadora maioria, 49 deles, eram ‘Fechados Não Resolvidos’. Isso indica que para 85% dos casos, os O NRC não tem ideia de quem são os perpetradores ou o que eles pretendem, e desistiu de encontrá-los.

Houve sete incidentes com drones em 2017, aumentando para 21 em 2018, o último ano completo para o qual os números foram fornecidos.

Doze dos locais relataram apenas um único incidente, mas outros viram vários. Limerick teve cinco avistamentos de drones, Perry Nuclear Power Plant em Cleveland, Ohio, teve seis e Diablo Canyon perto de San Luis Obispo na Califórnia teve nada menos que sete incidentes separados de dezembro de 2015 a setembro de 2018, todos eles não resolvidos. A escala e o número de intrusões indicam que este não é um problema local e levantam a possibilidade de que sobrevoos de drones possam ser realizados por uma grande organização coordenada.

Embora a maioria dos locais fossem reatores nucleares, também houve três incursões de drones em locais de armazenamento de combustível nuclear usado, incluindo Trojan em Oregon e Rancho Seco na Califórnia, onde lixo radioativo é armazenado em recipientes de aço dentro de tonéis gigantes de concreto.

O novo lançamento também indica que um terceiro incidente ocorreu em Palo Verde em dezembro de 2019, desta vez aparentemente com apenas dois drones, descritos como “embarcações de tamanho industrial” de três pés (90 cm) de diâmetro, semelhantes aos vistos anteriormente. Como nos dois incidentes anteriores, eles estavam explorando a área do reator da Unidade 3. Após o incidente com o drone de setembro, Palo Verde deveria ser protegida pela tecnologia de detecção de drones fornecida pela ‘Area Armor’ (provavelmente um erro de digitação para Aerial Armor) para localizar o operador do drone em um raio de 20 quilômetros. A ideia era que qualquer pessoa que pilotasse um drone seria rapidamente detida pelo pessoal de segurança do local. Isso não parece ter funcionado e, novamente, o incidente foi encerrado como não resolvido.

A grande questão é o quanto de perigo esses sobrevoos de drones representam, e tem havido uma animada discussão online sobre esse ponto. Embora os próprios reatores sejam protegidos por grossas cúpulas de concreto capazes de resistir ao impacto de um avião comercial, as piscinas acima do solo nas quais o combustível nuclear usado é armazenado podem ser muito mais vulneráveis. Um relatório de 2011 do Institute of Policy Studies observou que mais de 40.000 toneladas de lixo altamente radioativo são armazenados em piscinas, muitos acima do solo: “algumas das maiores concentrações de material radioativo do planeta”. Essas piscinas não são fortemente protegidas, mas estão em estruturas leves semelhantes a lojas grandes e concessionárias de automóveis.

Um relatório de 2003 observou como essas piscinas eram vulneráveis ​​à ação terrorista, simplesmente fazendo um furo na piscina para drenar a água de resfriamento e fazer com que o combustível armazenado superaquecesse.

Robert Alvarez, autor dos relatórios de 2003 e 211, reiterou o perigo de ataques terroristas a piscinas de combustível em 2017:

Advertimos que as piscinas de combustível usada nos EUA eram vulneráveis ​​a atos de terrorismo. A drenagem de uma piscina pode causar um incêndio catastrófico de radiação, que pode tornar uma área inabitável muito maior do que a criada pelo acidente de Chernobyl.

A Greenpeace procurou destacar como seria fácil atingir tal alvo ao lançar um drone contra uma usina nuclear francesa em 2018. A eficácia dos pequenos drones é questionável. Certamente, pequenos drones podem ser altamente destrutivos contra alvos vulneráveis, como mostrado no incidente em que explodiram depósitos de munições e destruíram milhares de toneladas de munições na Ucrânia. A ogiva de duas libras disparada pelo lançador de foguetes M72 lançado do ombro pode fazer um buraco do tamanho de uma moeda de dez centavos em meio metro de concreto armado. Os drones vistos em Palo Verde poderiam carregar algo significativamente maior.

Os drones também podem localizar, identificar, distrair ou até mesmo visar o pessoal de segurança como parte de uma ação terrorista mais ampla. Se os sobrevoos de drones se tornarem rotina, a segurança pode deixar de considerá-los um perigo – até que seja tarde demais.

Os documentos indicam que, mesmo dentro da Comissão de Regulamentação Nuclear, a avaliação das ameaças, vulnerabilidades e consequências dos sobrevoos de drones ainda está em andamento. Em uma reunião sobre segurança, “a equipe apontou que nenhum sobrevoo ainda exibiu uma ameaça à usina nuclear”.

Isso pode soar reconfortante. Mas enquanto enxames de drones misteriosos forem capazes de voar sobre instalações nucleares com impunidade, certamente haverá motivo para preocupação.

(Fonte)


n3m3

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