Descoberta nova espécie de vermes que têm três sexos diferentes


Pesquisas na Caltech descobriram uma nova espécie de verme com três sexos no lago Mono, conhecido por suas condições adversas à vida.

Descoberta nova espécie de vermes que têm três sexos diferentes
Auanema sp./Caltech

Não há muita coisa que possa sobreviver no Lago Mono, localizado nas serras orientais da Califórnia, mas uma coisa que aparentemente está prosperando é uma nova espécie de verme que tem três sexos diferentes.

Uma equipe de cientistas da Caltech descobriu que a nova espécie de vermes, que eles denominaram Auanema sp., pode sobreviver 500 vezes a dose letal humana de arsênico e tem três sexos. Além disso, os pesquisadores descobriram que essa espécie carrega seus filhotes dentro do corpo.

Acreditava-se que somente algas e bactérias prosperavam no Lago Mono

O estudo é notável porque, antes de seus resultados, apenas duas outras espécies eram conhecidas por prosperarem no Lago Mono, que é muito mais salgado que outros oceanos e tem um pH alcalino de 10. As duas outras espécies são bactérias e algas. Os resultados foram publicados na revista Current Biology.

Grande parte da pesquisa sobre a nova espécie de vermes foi realizada no laboratório de Paul Sternberg, um professor de biologia de Bren, focado em nemátodos, ou minúsculos vermes e, mais especificamente, em Caenorhabditis elegans, que são um tipo de verme que possui apenas 300 neurônios, mas pode dormir, aprender, cheirar e se movimentar. Eles também podem facilmente sobreviver e prosperar em laboratórios em temperatura ambiente normal.

Os graduados do laboratório de Sternberg, Pei-Yin Shih e James Siho Lee, descobriram que encontrariam muitos desses minúsculos vermes no Lago Mono, mas encontraram oito espécies que eram resistentes às condições de arsênico, inclusive a Auanema sp. Os cientistas ficaram impressionados com o fato de as novas espécies poderem prosperar em um laboratório em condições normais e não extremas, às quais estão acostumadas. Isso, disseram os pesquisadores, implica que esses vermes são predispostos a serem resistentes e flexíveis quando colocados em diferentes ambientes.

Shih disse em um comunicado de imprensa anunciando os resultados da pesquisa:

Os extremófilos podem nos ensinar muito sobre estratégias inovadoras para lidar com o estresse. Nosso estudo mostra que ainda temos muito a aprender sobre como esses animais de 1000 células dominaram a sobrevivência em ambientes extremos.

Mais pesquisa precisa ser feita

Os pesquisadores disseram que planejam estudar as novas espécies de vermes para determinar quais fatores genéticos lhes permitem prosperar, e sequenciar o genoma do Auanema sp. para procurar genes que os fazem resistentes ao arsênico.

Shih, observando que a equipe foi obrigada a obter permissões especiais para o trabalho de campo no lago, disse:

É extremamente importante que apreciemos e desenvolvamos uma curiosidade pela biodiversidade.

A próxima inovação para a biotecnologia pode estar lá fora na natureza. Um novo filtro solar biodegradável, por exemplo, foi descoberto a partir de bactérias e algas extremofílicas. Temos que proteger e utilizar responsavelmente a vida selvagem.

(Fonte)


A propósito, os 3 sexos que esse verme pode apresentar são: macho, fêmea e hermafrodita.

E novamente nos surpreendemos ao encontrarmos aqui mesmo na Terra um tipo de vida que sobrevive aos ambientes mais extremos. Isto nos indica ainda mais que lá fora, por todo o Universo, pode existir vida nos ambientes considerados adversos à vida.

A vida pelo Universo pode ser a regra, e não a exceção, como acham alguns cientistas.

n3m3

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