YouTube inicia guerra contra vídeos de OVNIs e de conspiração

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YouTube inicia guerra contra vídeos de OVNIs e de conspiração

A plataforma de vídeo YouTube da Google, na última sexta-feira (25), informou que está atualizando seu algoritmo de recomendação para evitar a divulgação de conspirações, OVNIs, reptilianos, e, finalmente, o que eles acham ser ‘notícias falsas’ (fake news).

Em uma publicação recente do blog do YouTube, a empresa americana disse que está estudando como reduzir a disseminação de conteúdo que está no limite de violar suas regras. E a atualização no algoritmo será feita gradualmente, mas será aplicada em menos de 1% do conteúdo do site e só afetará os vídeos em inglês, por enquanto, para usá-lo globalmente e em todos os canais.

O YouTube quis deixar claro que nenhum dos vídeos em sua plataforma será excluído. De acordo com um artigo no Washington Post, os vídeos continuarão disponíveis para as pessoas que os procurarem ou se inscreverem em canais orientados para conspirações.

A empresa informou em um comunicado:

Acreditamos que essa mudança alcança um equilíbrio entre manter uma plataforma para liberdade de expressão e cumprir nossa responsabilidade para com os usuários.

O recurso de recomendação do YouTube sugere novos vídeos para os usuários com base no conteúdo que eles visualizaram anteriormente. O algoritmo baseia-se no ‘tempo de visualização’ e no número de reproduções como fatores na decisão de sugerir uma parte do conteúdo. Se um vídeo é visto muitas vezes até o final, o sistema reconhece que é de alta qualidade e começa a recomendá-lo automaticamente.

Seis meses atrás, o YouTube começou a contratar avaliadores humanos que foram solicitados a revisar os conteúdos com base em um conjunto de diretrizesk e preparar os algoritmos que geram recomendações.

Mas aparentemente o YouTube vem desenvolvendo ferramentas de censura há anos para evitar que teorias conspiratórias se tornem virais durante eventos importantes. Após o tiroteio na escola em Parkland, na Flórida, em fevereiro de 2018, uma teoria da conspiração alegou que um adolescente sobrevivente era um ‘ator’, e o vídeo se tornou viral, sendo o tópico mais popular no YouTube naquela época. Nos dias que se seguiram ao massacre de outubro de 2017 em Las Vegas, os vídeos que afirmavam que o tiroteio era uma farsa geraram milhões de visitas.

E em 2018, a ação do YouTube reivindicou a primeira vítima. Eles fecharam o canal do popular teórico de conspiração Alex Jones. A decisão drástica veio depois de emitirem uma proibição de transmissão de 90 dias. Jones chamou a medida de um ato de censura e um exemplo claro de como uma Nova Ordem Mundial já está sendo implementada, na qual não há espaço para os teóricos da conspiração. E é curioso que enquanto o algoritmo elimina vídeos relacionados à conspiração, continue sugerindo ideais extremistas.

Lembre-se de que o YouTube historicamente se tornou popular por permitir a liberdade de expressão e não proibir teorias da conspiração ou outras formas de informação. Sem dúvida estamos testemunhando uma Nova Ordem da Internet, na qual os vídeos sobre OVNIs e teorias da conspiração não têm mais lugar.

Claro, o que lhes interessa é promover canais que incentivam os jovens a passar horas na frente das consoles de jogos, forçando-os ao consumo por publicidade enganosa ou oculta. E enquanto erradica todos os vídeos que ‘faz com que pessoas pensem’, transmitem conteúdo para entreter o público, para não pensem ou analisem; apenas para que consumam e calem a boca.

Essa é a realidade do novo algoritmo do YouTube. O que você acha? É o fim da Internet como a conhecemos? Estamos participando da Nova Ordem da Internet?

(Fonte)

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Em resumo: Você pode mentir no YouTube a respeito de qualquer outra fantasia que não seja teoria da conspiração, OVNIs ou extraterrestres e seu canal será promovido, mas se falar a verdade sobre qualquer um desses temas, ficará fadado à obscuridade sob os olhos da Google.

Achei mesmo muito estranho que há uns 6 meses o YouTube me informou que estava retirando a monetização do meu modesto canal, exatamente quando, após anos de participação, o mesmo chegava perto de gerar os primeiros US$ 100, que é a quantia mínima para recebimento. A alegação deles foi a de que o canal infringiu as regras do YouTube, mas não me responderam especificamente qual vídeo infringia essa regra. Após um mês, como sugerido pelo próprio YouTube, submeti um pedido de revisão, o qual até hoje não foi nem sequer respondido. Esse é o respeito que eles têm por aqueles que não publicam o que eles acham que deve ser publicado. 

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