web analytics

Desaparece cientista chinês que modificou bebês em laboratório

Tempo de leitura: 2 minutos

No final o mês passado, foi publicado um artigo aqui no OH informando que um cientista chinês havia “editado” em laboratório dois bebês. Agora, para manter os leitores informados, aqui está mais uma notícia relacionada àquele acontecimento:

Desaparece cientista chinês que modificou bebês em laboratório

A Universidade de Ciência e Tecnologia do Sul, localizada em Shenzhen (Cantão, China), negou que seu ex-funcionário tenha sido detido em seu campus universitário, como haviam especulado vários meios de comunicação.

“Neste momento, nenhuma informação é exata, exceto a dos canais oficiais”, disse uma porta-voz da universidade. O representante se recusou a dar mais detalhes sobre o assunto e garantiu que, quando tiverem novas informações, elas serão atualizadas através de seus ‘canais oficiais’.

No fim de semana, alguns meios de comunicação informaram que o presidente da universidade, Chen Shiyi, fez o cientista retornar a Shenzhen para ser colocado em prisão domiciliar no campus. Supostamente, tudo aconteceu depois que ele apresentou sua experiência na Segunda Cúpula Internacional sobre a Edição do Genoma Humano, realizada em Hong Kong no mês de novembro. Desde essa data, o cientista não foi mais encontrado.

He Jiankui foi descrito em alguns setores como o ‘Frankenstein chinês’, depois que publicou no YouTube em 25 de novembro uma série de cinco vídeos onde ele alegou ter alterado o DNA de gêmeos nascidos em novembro passado, se tornando, supostamente, a primeira modificação genética de bebês na história. Ele explicou que sua equipe de pesquisadores havia alterado os embriões das irmãs para efetivamente desativar um gene relacionado ao HIV, um vírus que o pai possui.

A investigação de He foi condenada por autoridades de saúde chinesas, que alegaram não saber nada do experimento. O caso também está sendo examinado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia do país, que ordenou ao cientista que pare com todas as suas investigações.

Na semana passada, a universidade divulgou um comunicado em seu site oficial para se distanciar do trabalho dele. No texto, a instituição alegou não ter informações sobre o projeto de pesquisa, e revelou que o professor em questão goza de licença não remunerada de fevereiro deste ano até 2021.

Além disso, o centro educacional descreveu o experimento de He como uma ‘grave violação das normas éticas e acadêmicas’, enquanto outros cientistas internacionais mostraram sua rejeição e catalogaram as ações do pesquisador chinês como ‘monstruosas’, ‘irresponsáveis, antiéticas e perigosas’.

(Fonte)


E como a China possui um governo autoritário, a verdade sobre as pesquisas de He Jiankui e de seu paradeiro nunca será liberada ao público.

n3m3