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NASA dá início à procura por assinaturas tecnológicas de alienígenas

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NASA dá início à procura por assinaturas tecnológicas de alienígenas

Ilustração de uma ‘Esfera de Dyson‘ ao redor de uma estrela.

Faz um quarto de século desde que o Congresso cortou o financiamento da NASA para a busca por inteligência extraterrestre, ou programa SETI (a não ser confundido com o Instituto SETI), mas agora a agência espacial está revisitando o tema com outro nome: technosignatures, ou, em português, algo como “assinaturas tecnológicas”.

Thomas Zurbuchen, administrador associado da Diretoria de Missão Científica da NASA, disse em uma mensagem no Twitter:

Estou empolgado para anunciar que a NASA está dando os primeiros passos para explorar maneiras de procurar vida avançada o suficiente para criar assinaturas tecnológicas: sinais,x que se observados, nos permitiriam inferir a existência da vida tecnológica em outras partes do universo.

A busca é o foco de uma oficina de trabalho que está acontecendo esta semana no Instituto Lunar e Planetário, em Houston, com especialistas em busca de exoplanetas, sinais de rádio artificiais e outros indicadores em potencial. O presidente do Comitê de Ciências da Casa, Lamar Smith, do Texas, deve dar uma mensagem de boas-vindas.

Isto é muito diferente de 1993, quando um esforço do Congresso encabeçado pelo senador Richard Bryan matou o programa SETI de 10 anos da NASA, conhecido como o High Resolution Microwave Survey, ou HRMS. “Espero que este seja o fim da temporada de caça marciana às custas do contribuinte”, declarou Bryan na época.

Desde então, muita coisa mudou: filantropos, incluindo o co-fundador da Microsoft, Paul Allen, e o pioneiro tecnológico de Seattle, Nathan Myhrvold, mantiveram a busca do SETI viva. Ironicamente, a NASA voltou seu foco para a busca de assinaturas da vida em Marte (que nunca foi alvo da campanha SETI da NASA). E os astrônomos começaram a descobrir planetas além do nosso sistema solar, incluindo muitos que parecem potencialmente habitáveis.

As missões Kepler e TESS da NASA estão na vanguarda da busca por terras alienígenas – mas à medida que crescem as listas de planetas potencialmente habitáveis, como os cientistas podem determinar quais mundos realmente abrigam a vida, com base em observações feitas a uma distância de anos-luz?

Esse é o assunto de uma pilha crescente de documentos de pesquisa. Alguns estudos sugerem a busca de sinais espectrais de desequilíbrio químico nas atmosferas de planetas alienígenas, ou desequilíbrio termodinâmico que poderia apontar para a existência de uma civilização intensiva em energia. Outros pedem a procura de assinaturas de mau comportamento que vão desde o aquecimento global e explosões nucleares, até a poluição do ar e a poluição luminosa de cidades alienígenas.

Um caso bem conhecido levou os cientistas a considerar se uma megaestrutura alienígena estava por trás do padrão aparentemente intrigante de flutuações no brilho de uma estrela distante. (Eles acabaram desistindo da ideia.)

E depois, há as estratégias tradicionais do Instituto SETI usadas na busca de 58 anos por padrões artificiais em emissões distantes de rádio ou laser. A NASA disse que os procedimentos desta semana visam “avaliar o estado atual do campo, as vias mais promissoras de pesquisa em tecnologias e onde os investimentos poderiam ser feitos para o avanço da ciência.”

A agência espacial disse em sua oficina de trabalho anterior:

Um dos principais objetivos é identificar como a NASA poderia apoiar melhor esse esforço por meio de parcerias com organizações privadas e filantrópicas.

A Breakthrough Initiatives, apoiada pelo bilionário investidor russo Yuri Milner e outros pesos-pesados ​​da tecnologia, certamente figurarão nessa parte da equação. Uma das iniciativas, a Breakthrough Listen, está investindo US $ 100 milhões em uma campanha SETI de 10 anos. O diretor executivo Pete Worden, que anteriormente atuou como diretor do Centro de Pesquisas Ames da NASA, está entre os palestrantes do evento desta semana.

Outros apresentadores estão vindo do Instituto SETI, sediado na Califórnia, que construiu o Allen Telescope Array de varredura de rádio com o apoio inicial de Allen e Myhrvold; e o Blue Marble Space Institute of Science, sediado em Seattle, que tem se concentrado na questão da assinatura tecnológica e outras questões cósmicas.

A oficina de trabalho começou bem cedo nesta quarta-feira, e haverá um bate-papo do Reddit AMA às 13h. ET (horário da costa leste dos EUA), na quinta-feira. A NASA está prometendo que todo o processo será transmitido ao vivo. O que significa que até mesmo os ETs podiam sintonizar.

(Fonte)


Reitero aquilo que já escrevi aqui antes: Se o mesmo investimento fosse feito para estudar o fenômeno dos OVNIs aqui na Terra, já teriam a resposta para muitas dessas dúvidas, e muito mais rapidamente.

Também, cada vez que leio esses artigos mencionando que a NASA procura por vida alienígena, lembro da anedota do cara que queria muito ganhar na sorte grande, mas quando finalmente conseguiu um prêmio de milhões na loteria, nem sequer saía de casa com medo de que alguém descobrisse que agora ele era rico.

E há ainda aquela pessoa que quando ganha na loteria nem acredita, pois acha que é muito bom para ser verdade, e joga seu bilhete no lixo.

Quero estar enganado, mas duvido muito que será diferente com a NASA desta vez.

n3m3