Se Einstein estivesse vivo hoje, talvez ele discordaria com a forma que o SETI procura por vida extraterrestre

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Albert Einstein em 1921, o ano em que ele ganhou o Prêmio Nobel. (Ferdinand Schmutzer/Wikipedia)

Tony Reichhardt, escreveu o seguinte artigo no site airspacemag.com:

Por que deveria a Terra ser o único planeta que suporta a vida?” perguntou o físico em 1920.

A liberação neste mês de uma edição digital de documentos de Albert Einstein me colocou a procurar através dos trabalhos deste grande homem, por qualquer menção sobre viagem espacial.  Verdade, Einstein morreu dois anos antes do lançamento do Sputnik 1, em 1957, mas as pessoas estavam teorizando sobre lançamentos de foguetes por décadas, inclusive pessoas como Hermann Oberth, na Alemanha, país natal do físico.

Infelizmente, esta primeira liberação digital somente cobre a vida de Einstein até 1923, por volta da época que Oberth começou a escrever sobre voo espacial.  Assim, nenhum item da procura retornou os termos “foguete” ou ” viagem espacial.”  Acho que vamos ter que esperar pela próxima liberação de volumes.

Porém, houve um item intrigante de janeiro de 1920, uma referência a um artigo publicado no London Daily Mail, cujo correspondente tinha perguntado ao Einsten, que logo ganharia um prêmio Nobel, sua opinião sobre vida extraterrestre.  O pioneiro do rádio, Guglielmo Marconi, tinha recentemente relatado, no mesmo jornal, sobre misteriosos sinais, os quais ele especulava estarem vindo de Marte.

O que Einsten pensava?

Há muitas razões para acreditar que Marte e outros planetas sejam habitados”, respondeu o professor.  “Por que deveria a Terra ser o único planeta que suporta a vida? Ela não é singular em nenhum outro aspecto.  Mas se criaturas inteligentes existem, como podemos presumir que elas existam em outras partes do Universo, eu não deveria esperar  que elas se  comuniquem com a Terra via comunicação ‘sem-fio’ [rádio].  Raios de luz, a direção dos quais podem ser controlados muito mais facilmente, provavelmente seriam o primeiro método a ser tentado.

O descarte de Einstein daquilo que agora conhecemos como rádio SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence), pode parecer surpreendente, considerando que esta é exatamente a região do espectro onde a maioria das procuras têm sido conduzidas até hoje.  Mas em 1920, Einstein não tinha uma informação chave.  A razão porque as procuras por rádio são favorecidas pelo SETI é que as ondas de rádio longas penetram mais facilmente a difusa poeira no espaço interestelar, a qual bloqueia a luz de comprimento de ondas curta.  Em 1920, os astrônomos ainda não compreendiam a natureza da poeira interestelar.

O pai da teoria da relatividade pode de fato ter estado certo.  As procuras ópticas do SETI, por equipes da Harvard e outros lugares estão passando por um tipo de renascimento, embora eles possuam a desvantagem de procurar somente por fachos de luz que teriam sido almejados deliberadamente em nossa direção, ao contrário dos sinais de rádio que se espalham como pequenas ondas numa lagoa.

A propósito, procurando pela palavra “Marte” nos documentos digitais de Einstein também retornou esta talvez não característica misantrópica linha de uma carta enviada em fevereiro de 1927: “É uma pena que não vivemos em Marte para somente observarmos as travessuras indecentes do homem por telescópio.

– Tony Reichhardt


O Instituto SETI tem suas razões para estar usando dispositivos de captura de ondas de rádio para a procura por sinais de vida extraterrestre, sejam lá quais forem.

Contudo, não deixa de passar pela minha cabeça que, com todas as incógnitas do espaço profundo, não haveria algum fator desconhecido que bloqueia os sinais de rádio entre sistemas solares, o que impediria a comunicação entre civilizações que estejam no mesmo nível de avanço tecnológico que nós?  E devido a isso, as civilizações mais antigas e mais inteligentes não estariam utilizando outras formas de comunicação, quem sabe até a nível quântico, ainda incompreensíveis para nós?

n3m3

Fonte: www.airspacemag.com

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