Avanço tecnológico: facho de luz pode apagar memórias seletivamente

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Apagar  memórias tem sido por muito tempo coisa de filme de ficção.  Mas, de acordo com cientistas, médicos logo serão capazes de ‘desligar’ uma memória, como se desliga uma luz – e restaurá-la novamente tão fácil como a apagaram.

A descoberta, que tem sido demonstrada em ratos, pode ter um enorme potencial para a cura de sofredores de fobias, ajudar soldados a se recuperarem dos horrores da guerra, ou permitir às vítimas de acidentes superarem seus traumas.  Ela também poderá ser usada para melhorar a memória de pacientes que sofrem de demência.

Tal como o ‘neuralizador’ utilizado por Will Smith e Tommy Lee Jones no filme ‘Homens de Preto’, a técnica experimental funciona com um ‘flash‘ de luz.

Os pesquisadores da Universidade da Califórnia, em San Diego – EUA, descobriram que através da estimulação de nervos no cérebro, por meio de lasers ópticos, poderiam ser apagadas memórias específicas.

A equipe de pesquisadores trabalhou na teoria de que as memórias são formadas, retidas e relembradas quando o cérebro faz conexões entre nervos.

Através de seus experimentos, eles demonstraram que o fortalecimento ou enfraquecimento das conexões – chamadas de sinapses – pode remover ou restabelecer a memória.

Roberto Malinow, professor de neurociências, disse: “Podemos formar uma memória, apagar essa memória e podemos reativá-la à vontade, através de um estímulo que seletivamente fortalece, ou enfraquece, as conexões sinápticas“.

O estudo, publicado no Nature, usou ratos para provar a teoria.  A equipe usou lasers ópticos em frequências específicas para estimular um grupo de nervos nos cérebros dos ratos que tinham sido modificados geneticamente, para fazê-los sensíveis à luz.

Enquanto apontavam o laser, eles simultaneamente deram um choque elétrico no pé dos animais.

Os ratos logo aprenderam a associar o estimulo do nervo óptico com a dor e demonstraram medo quando os nervos eram estimulados.  Então, os cientistas usaram uma série de lasers ópticos de baixa frequência para estimular os mesmos nervos de forma diferente, apagando assim as memórias.

Eles descobriram que os ratos não mais respondiam ao estímulo nervoso original com medo, sugerindo que a memória de associação à dor tinha sido apagada.

Mas, na descoberta mais alarmante do estudo, os cientistas descobriram que poderiam reativar a memória através da reestimulação dos nervos com uma rajada de baixa frequência.

Os ratos ‘recondicionados’ uma vez mais reagiram ao estímulo original com medo, embora não levavam o choque novamente.

O pesquisador, Dr. Sadegh Nabavi, disse: “Podemos fazer com que um animal tenha medo e então perca o medo, e então tenha medo novamente, através da estimulação dos nervos com frequências que fortalecem ou enfraquecem as sinapses“.

O Professor Malinow adicionou: “Mostramos que os produtos danificadores que acumulam nos cérebros de pacientes que sofrem com o mal de Alzheimer podem enfraquecer as sinapses, da mesma forma que enfraquecemos as sinapses para remover a memória.  Esta pesquisa pode sugerir formas de interferir no processo“.

Thomas Insel, diretor do Instituto Nacional de Saúde Mental dos EUA, disse: “Esta compreensão melhorada de como a memória funciona pode conter pistas para o controle de memórias emocionais perdidas em enfermidades mentais, tais como o estresse pós-traumático“.

É a vida imitando a arte!

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Fonte: www.dailymail.co.uk

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