Cerejeira espacial floresce quatro anos antes do esperado

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Cerejeira de semente levada ao espaço
Cerejeira cultivada de semente levada ao espaço floresce mais cedo, e produz flores com cinco pétalas. Foto: Takaya Kobayashi.

Há vários experimentos fascinantes ocorrendo na Estação Espacial Internacional (ISS – sigla em inglês) ocorrendo a todo instante, inclusive esforços para monitorar como as plantas crescem no espaço.

Porém, uma muda que foi cultivada a partir de uma semente de cereja que foi levada ao espaço há cinco anos, e após plantada em solo terrestre, está espantando os cientistas, após ter florescido muito mais cedo do que outras cerejeiras cujas sementes não viajaram para o espaço.

A semente fez a viagem a 370 km de altura há aproximadamente cinco anos com o astronauta Koichi Wakata, que agora é o comandante da ISS.

Os cientistas ficaram espantados quando a árvore floresceu muito mais cedo do que a cerejeiras normais, que tipicamente não florescem por uma década.

A semente foi uma de 165 produzidas da fruta da famosa cerejeira Chujohimeseigan-zakura de 1.250 anos de idade, que está no templo Ganjoji, em Higashiomi, ao leste de Kyoto.  Acredita-se que essa cerejeira foi plantada no século VII.

A Chujohimeseigan-zakura é uma espécie de cerejeira selvagem que é notoriamente difícil de cultivar e que até agora as tentativas de cultivo das ‘cerejas espaciais’ tinham fracassado.

Contudo, ao cobrir o solo com musgo esfagno, o botânico Takao Yoshimura, de 78 anos de idade, conseguiu fazer com que uma das sementes da ISS germinasse. E, de forma impressionante, em quatro anos a jovem planta já tinha 4 metros de altura.  Ela produziu 10 brotos, que floresceram na semana passada, quatro anos antes do esperado.

O Sr. Yoshimura disse que geralmente demora pelos menos uma década para uma jovem cerejeira florescer e que outras árvores que foram cultivadas de sementes da ISS também floresceram, talvez sugerindo que sua extraordinária jornada de alguma forma acelerou seu crescimento.

Todas as sementes foram plantadas em Kochi e Yamanashi.

A botânica Kaori Tomita, da Universidade de Tsukuba, que estava envolvida no experimento espacial, não sabe porque as cerejeiras espaciais prosperam desta forma.

Há uma possibilidade hipotética de que o ambiente cósmico exerça um certo impacto nos agentes dentro das sementes que controlam os processos de crescimento, mas não temos certeza absoluta do porquê das árvores terem florescido tão rapidamente“, disse ela.

De forma intrigante, apesar de cada flor da árvore mãe possuir aproximadamente 30 pétalas, os brotos da cerejeira espacial possuem somente cinco pétalas.

À medida que ela crescia da semente, a jovem planta poderia ter revertido às características originais da espécie yamazakura“, disse o Dr. Yoshimura, antes de levantar a hipótese de que o número de pétalas em cada flor poderia aumentar à medida que a árvore amadurece.

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Fonte: www.dailymail.co.uk

Colaboração: Henrique C.O

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