A Comissão Européia adverte sobre o risco crescente de uma tormenta solar catastrófica

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A ejeção de massa coronal de 7 de junho passado. (Clique na imagem para ampliá-la).

A Comissão Européia (CE) apresentou um relatório no qual qualifica como ‘crescente’ o risco de que se produza um evento de dimensões catastróficas causado por uma tormenta solar, o qual pode afetar as infraestruturas terrestres, tais como as redes elétricas, redes de telecomunicações, navegações por satélite, ou aos meios de comunicações, transportes aéreos e marítimos e redes de fornecimento básico para a cidadania.

Segundo informou o Observatório do Clima Espacial da Associação Espanhola de Proteção Civil para os Eventos Climáticos Severos e Prevenção Nuclear, em declarações para a Europa Press, esta postura da Comissão Européia se une ao que têm mantido deste tempos os governos dos Estados Unidos e do Reino Unido quanto a esta possibilidade.

No relatório se destaca que, considerando-se que o próximo máximo de atividade solar se espera para 2013, nos próximos meses o dever do organismo é o de divulgar o possível impacto que o clima espacial poderia ter em certas infraestruturas.

Especialistas em gestão de risco apontaram que existe uma “demasiada incerteza” sobre este tema e, sobre tudo, com respeito às possibilidades reais de que ocorra um destes eventos.  Neste sentido, indicaram que o risco de que se produza uma falha elétrica como consequência de uma tormenta solar em um tempo relativamente curto é “alta” e foi apontado que a sociedade não está preparada para enfrentar isto.

 

Simulações necessárias

A Comissão Européia propõe definir as responsabilidades e linhas de comunicação antes que ocorra um ‘evento tecnológico’, de maneira que todos saibam como reagir em caso de um alerta.  Assim, os protocolos de resposta a uma crise deveriam estar preparados e provados, através de exercícios de simulação que ajudem a aumentar a consciência dos atores e a determinar as deficiências e debilidades nos procedimentos emergenciais.

O organismo europeu tem a tarefa de elaborar uma lista de riscos que a União Européia enfrentaria, inclusive o clima espacial, assim como os riscos emergentes.  Além disso, os estados membros devem se comprometer a executar uma avaliação de riscos nacionais, baseada nas orientações da Comissão Européia.

Para o Observatório do Clima Espacial da Associação Espanhola de Proteção Civil para os Eventos Climáticos Severos e a Prevenção Nuclear, incluir o clima espacial na lista de riscos emergentes pode contribuir para aumentar a comunicação de perigos e riscos associados, bem como melhorar a preparação para tais eventos.

Ainda bem que o Brasil é um planeta aparte e não precisa se preocupar com estas coisas.

n3m3

Fonte: www.abc.es

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