Plutão tem oceanos sob seu gelo?

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Plutão no centro, com suas três luas conhecidas: Charon, Nix, e Hydra.

De acordo com uma reportagem de Richard A. Lovett para o nationalgeografic.com, uma nova pesquisa sugere que Plutão, o corpo celeste que foi rebaixado de planeta para planetóide, e é um dos mais frios corpos de nosso sistema solar, pode ter um oceano líquido sob sua calota de gelo de quilômetros de espessura.

Apesar de ser extremamente frio, o planeta anão ainda parece ser morno o suficiente para “facilmente” ter um oceano, de acordo com um novo modelo de como o calor radioativo pode esquentar o centro de Plutão.

E o oceano não seria uma mera poça d’água, declarou o cientista planetário Guillaume Rabuchon da Universidade da California, Santa Cruz.

O oceano poderia ter de 100 a 170 quilômetros de profundidade, abaixo da calota de gelo de 200 quilômetros de espessura, disse Robuchon na reunião anual da American Geophysical Union em São Francisco, EUA, semana passada.

Se este for o caso, Plutão entraria para a lista de corpos do exterior do sistema solar, tais como as luas de Saturno, Titan e Enceladus, as quais se acredita possuir água líquida, um ingrediente chave para a vida como conhecemos.

Calor que preserva o líquido sobe o gelo de Plutão?

O calor viria de nuclídeos radioativos em decomposição, particularmente o potássio -40, provenientes de rochas nas profundezas do planetóide.

Embora a temperatura da superfície de Plutão seja provavelmente menos que -230ºC, ainda poderia haver muito calor que preservaria o líquido sob a calota de gelo, o novo modelo sugere.

O gelo é um bom isolante“, disse Francis Nimmo, um colaborador de Robuchon, também da Universidade da Califórnia.

Robuchon complementou que o seu modelo do interior de Plutão prontamente produz um oceano sob o gelo, contanto que as rochas de seu núcleo contenham, pelo menos, cem partes por bilhão de potássio radioativo. (As rochas da Terra contêm aproximadamente 0,01 por cento de potássio-40).

Novas imagens de Plutão, tiradas pelo telescópio Hubble.

Porém, para o oceano existir, as rochas de Plutão devem estar concentradas em seu núcleo, com a água e gelo na superfície.

Se este corpo celeste, ao invés disso, possuir uma “sopa” de água e gelo por todas as camadas, Nimmo diz que a tese volta à estaca zero.

Procurando por rachaduras

Quando a espaço nave New Horizons alcançar Plutão em 2015, será fácil de testar se este corpo celeste tem um oceano sob seu gelo.

Se não houver um oceano, Plutão deverá ser comparativamente achatado em seus pólos, contendo uma saliência “fóssil” equatorial , deixada desde o início de sua história, quando o corpo celeste girava mais rapidamente.

“Esta saliência existe em nossa Lua, que, é claro, não tem oceanos”, Nimmo disse.

Também, se houver um oceano em Plutão, a superfície deverá mostrar rachaduras criadas gradativamente à medida que a calota de gelo endureceu ao longo de bilhões de anos.  Isto se deve ao fato do gelo expandir, causando a superfície de salientar-se para cima, rachando-se durante o processo.

Se houvesse somente gelo, e não houvesse um oceano sob ele, o resfriamento do planeta deveria ter contraído o gelo e não o expandindo.  Uma vez formado, o gelo se contrai à medida que esfria.

Estamos fazendo previsões“, disse Nimmo, “e descobriremos se estamos certos ou errados quando o New Horizons chegar lá“.

Fonte: news.nationalgeographic.com

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Editorial:

Novamente nos deparamos com uma notícia inesperada no mundo científico.  Se esta tese estiver correta, ela abre a possibilidade de vida (pelo menos como a conhecemos) em uma das fronteiras mais longínquas de nosso sistema solar.

Fico imaginando que outras surpresas nos aguardam neste vasto universo em que vivemos.  Isto sem considerar que agora os próprios cientistas declaram a possibilidade da existência de outros universos paralelos ao nosso.  Você acha impossível que isto seja verdade?  Então lhe pergunto: você saberia que existem ondas de rádio trafegando na frente de seu nariz, se você não tivesse um rádio para decodificá-las?

Nós humanos, apesar de todo o avanço tecnológico dos últimos 50 ou 60 anos, não estamos sequer engatinhando no âmbito científico em um universo que está esperando para ser descoberto.  Penso que, mesmo neste passo exponencial de nossas descobertas, nem nos próximos 500 anos estaremos chegando ao primeiro andar na escalada deste edifício infinito.

Assim imagino: o quão à nossa frente estariam outras civilizações milhões de anos mais velhas que nós?  Poderiam eles cruzar nosso universo, ou até mesmo pular de um universo ao outro com sua tecnologia para nos visitar (estudar)?

Isto é o imaginável para mim.  Mas e o inimaginável?

Não sou ninguém no contexto científico, mas mesmo assim, ao contrário dos cientistas de carreira, sempre afirmei que a vida é abundante no universo.  Esta conclusão é fácil de ser alcançada por alguém com um pingo de bom-senso que observe a natureza, pois esta é sua lei, e assim, do próprio universo. Ou seja: sempre mais, mesmo a partir da destruição.

Os cientistas não enxergam isso,  pois em sua maioria simplesmente regurgitam o que aprenderam na universidade.  E a idéia de que cientistas precisam de provas para declararem algo como verdadeiro é completamente falsa, pois constantemente levantam suas teses, e mesmo que não sejam comprovadas, estas podem se tornar a “verdade a ser seguida”.  Tudo depende de quem partiu a declaração.  Einstein que o diga.

O artigo acima nos traz a tese de um cientista raro, que usou sua imaginação.  Ele está esperando por comprovação, mas teve a audácia de publicá-la.  Há três semanas atrás tivemos outro exemplo de “audácia científica”, vindo da NASA, (publicada aqui no OVNI Hoje), onde a cientista Felisa Wolfe-Simon descobriu uma bactéria sui-generis que contem arsênio em seu DNA.  Felizmente parece que se está dando início à uma nova tendência no âmbito científico.  Fico feliz, pois só assim conseguiremos dar passos largos em direção às novas descobertas.

n3m3

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